São João do Oeste – A Câmara de Vereadores aprovou na sessão da última semana o projeto de lei número 52 que autoriza o município a adquirir área de terra para ampliação da rua São Cristóvão, interligando as ruas Padre Luiz Froener e Padre Francisco Xavier Riederer. A área a ser adquirida é de 706 metros quadrados, de propriedade de Elli Grings, ao valor de R$ 105 mil.
O secretário de Administração, Claudir Rauber, explica que esta rua já tinha passagem anteriormente, trecho que interligava a rua da Câmara de Vereadores e a creche municipal. No local foi feito um loteamento, e por questões judiciais de divisa de terra, essa passagem está fechada há alguns anos. Agora com a determinação da justiça, o secretário ressalta que o município irá pagar uma indenização de R$ 105 mil a família proprietária para compra de uma área de 706 metros quadrados, onde será feita a abertura da rua. Claudir comenta que a rua irá receber tubulação e cascalhamento, para que novamente tenha passagem, facilitando principalmente o acesso a creche municipal para as famílias que precisam levar as crianças.
Durante a votação, o vereador Beno Bressler se absteve, justificando que considera injusto o município pagar essa indenização, considerando que tem conhecimento de que houve doação desta área por outra família. Disse ainda ser a favor da reabertura da rua, mas contrário ao fato do município ter que arcar com o pagamento da área.
O vereador Gervásio Jungblut explanou que o problema envolvendo a rua São Cristóvão se estende por anos, e agora finalmente terá uma solução, após a definição da ação judicial. Afirma que inúmeros pedidos já passaram pela Câmara de Vereadores, também em gestões anteriores, pedindo a reabertura desta rua. Inclusive na última legislatura foi apresentada uma moção de apelo, assinada por todos os vereadores, pedindo ao Executivo que fosse tomada providência para desapropriação da área e abertura da rua.
Se manifestou ainda o vereador Lairton Reichert, favorável ao projeto, pela importância que a abertura da rua representa principalmente as famílias que usam o trecho para se deslocar a creche. Justificou ainda que a questão não foi resolvida na gestão anterior porque havia a ação judicial referente a divisa.

