Caibi – No último domingo, descendentes da tradicional família De Bona realizaram um encontro marcado por emoção, memória e valorização das origens. A confraternização reuniu mais de 80 familiares, que se encontraram para celebrar a história da família, compartilhar momentos e recordar a trajetória dos antepassados que deram início a uma jornada de coragem e esperança, iniciada ainda no século 19.
Durante o evento, um dos momentos mais marcantes foi a apresentação da história da família e da árvore genealógica, que resgatou as origens italianas e mostrou como, ao longo das gerações, a família se espalhou pelo sul do Brasil, mantendo vivos os valores de união, trabalho e perseverança.
A história da família De Bona tem início com Andrea Angelo De Bona, nascido em 1840 na cidade de Longarone, na Província de Belluno, na Itália. Agricultor de profissão, Andrea vivia na Vila de Igne e construiu sua família ao lado de sua esposa, Catherina Bez.
O casal teve filhos ainda na Itália e, movidos pelo sonho de uma vida melhor, decidiram enfrentar uma longa e desafiadora jornada rumo ao Brasil. A viagem começou em Longarone e seguiu até o norte da França, onde a família embarcou em um navio com destino ao continente americano.
Após cerca de quatro meses de viagem, atravessando o oceano Atlântico, a família chegou ao Brasil em 25 de março de 1878, desembarcando na cidade do Rio de Janeiro. Posteriormente, seguiram para o destino final, no sul do país, estabelecendo-se no Rio Grande do Sul. Andrea e Catherina tiveram sete filhos: Angela De Bona; Michele De Bona; Angelo De Bona; Giacomo De Bona; Anna Maria De Bona; Giuseppe Luigi De Bona; Miguela Arcangela De Bona.
Entre os descendentes que deram continuidade à história da família no Brasil está Giuseppe Luigi De Bona, nascido em 13 de março de 1883, na cidade de Bento Gonçalves – RS. Ele se casou com Rosa Zanin, também de Bento Gonçalves, onde inicialmente estabeleceram residência próxima à casa de seu pai, Andrea. Posteriormente, por motivos familiares, mudou-se para Arvorezinha – RS, onde continuou trabalhando como agricultor e criando sua família. Giuseppe faleceu em 12 de maio de 1968, aos 85 anos, em sua residência. O casal teve nove filhos: Antonio De Bona; Pedro João De Bona; Modesto De Bona; Arcangelo De Bona; Firmino De Bona; Valentim De Bona; Luiza De Bona; Josefina De Bona; Inês De Bona.
Entre os descendentes de Giuseppe, destaca-se Pedro João De Bona, nascido em 05 de julho de 1911, em Bento Gonçalves. Ele se casou com Santina Dal Piaz, com quem teve nove filhos.
Em busca de novas oportunidades, Pedro João mudou-se com a família para Caibi, em Santa Catarina, onde construiu a casa da família com o apoio de parentes e amigos, resultado de muito esforço e dedicação. Infelizmente, durante uma visita a familiares no Rio Grande do Sul, Pedro João adoeceu e faleceu em 18 de julho de 1958, na cidade de Arvorezinha, aos 47 anos. O casal teve os seguintes filhos: Euclides, Orilde, Onilda, Onório, Orélio, Wilma, Irma, Olindo, Rosina.
A partir dessa geração, a família De Bona se expandiu por diversas cidades do sul do Brasil, principalmente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com descendentes estabelecidos em municípios como Caibi, Chapecó, Iraceminha, Frederico Westphalen, Iraí e Ibarama, entre outros.
Entre os filhos de Pedro João, está Euclydes Antônio De Bona (1937–1996), que nasceu em Ilópolis – RS e se casou com Verena Turcatto De Bona, constituindo família em Caibi. O casal teve oito filhos: Aldacira, Valcira, Gilmar, Dilair, Claudete, Cleci, Ivair e Itacir.
Também integra essa geração Orilde Debona (1940–2014), que se destacou profissionalmente como fotógrafa. Ela viveu na Linha São José, no interior de Caibi, e posteriormente atuou em Mondaí e Frederico Westphalen – RS, profissão que exerceu até seus últimos dias. Com o esposo Leonel Marin, teve quatro filhos: Célio, Elisete, Cleomir e Clécio.
Onório De Bona que nasceu em Ilópolis – RS, em 25 de abril de 1942, mudou-se para Santa Catarina com 4 anos. Em 19 de abril de 1962, casou-se com Gessi De Oliveira De Bona, viveram em Caibi, onde construiu sua família e sua história. Faleceu aos 71 anos. Teve os Filhos: Ivanete, Amarildo, Carlos, Jolaine, Franciele.
Orélio De Bona que nasceu na cidade de Encantado – RS, em 29 de novembro de 1943. Casou-se com Ortenila Gonçalves De Bona, na cidade de Caibi. Posteriormente, estabeleceram residência em Iraceminha, onde construíram sua história familiar. Faleceu em 02 de dezembro de 2020. Teve os filhos: Altair, Idiomar, Rosimeri, Gelson, Adilson.
Wilma De Bona, nasceu em Caibi, em 25 de julho de 1948, onde viveu com sua família. Após o falecimento de seus pais, mudou-se para Frederico Westphalen – RS. Casou-se com Sérgio Luiz Engel em 1980, divorciando-se em 1992. Atualmente reside na cidade de Iraí – RS. Teve dois filhos, Silvia e Daniel.

Irma de Bona Sachet, nasceu em Caibi, em 25 de julho de 1948. Casou-se com Vitorino Sachet em 20 de agosto de 1966, em Caibi. untamente com seu esposo, mudou-se para Ibarama – RS, onde reside atualmente. Possuem os filhos: Luiz Carlos, Margarete e Gean.
Olindo De Bona, caibiense, nascido em 17 de novembro de 1951. Casou-se com Dinorá Lúcia De Bona em 03 de julho de 1973, na cidade de Caibi. O casal constituiu família e atualmente reside em Chapecó. Esse ano completam 50 anos de Casamento. São pais de Raquel, Flávio, Daniela, Daiane e Adriele.
Rosina De Bona Fruet, casada com Nelson Caetano Fruet, nasceu em 03 de julho de 1956, em Caibi – SC. Casou-se com Nelson em 26 de julho de 1980. Atualmente moram no interior de Chapecó – SC. Os filhos são: Juliana Fruet, Fernando Fruet e Leilane Fruet
Outros membros da família também construíram suas histórias e famílias na região, como Onilda Virgínia Dal Piaz Debona, cujos descendentes hoje formam uma extensa rede familiar.
Durante o encontro realizado no último domingo, os familiares puderam conhecer em detalhes a árvore genealógica da família e relembrar os passos dados pelos antepassados que deixaram a Itália em busca de um futuro melhor.
Mais do que uma simples confraternização, o evento foi marcado pelo sentimento de pertencimento e pela valorização das raízes familiares. Ao final da apresentação, uma mensagem resumiu o espírito do encontro: “De uma pequena cidade nas montanhas da Itália, nossos antepassados partiram com coragem, atravessaram o oceano e plantaram suas raízes no Brasil. Hoje estamos aqui porque eles acreditaram no futuro. Esta reunião não é apenas uma festa. É a celebração de uma história de coragem, trabalho e união.”

