{"id":8236,"date":"2025-12-01T09:38:52","date_gmt":"2025-12-01T12:38:52","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/?p=8236"},"modified":"2025-12-01T09:38:53","modified_gmt":"2025-12-01T12:38:53","slug":"produtores-apelam-pela-reducao-na-importacao-e-contribuicao-dos-consumidores-na-exigencia-da-rastreabilidade-do-leite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/?p=8236","title":{"rendered":"Produtores apelam pela redu\u00e7\u00e3o na importa\u00e7\u00e3o e contribui\u00e7\u00e3o dos consumidores na exig\u00eancia da rastreabilidade do leite"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-larger-font-size\"><strong>Crise no leite<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ipor\u00e3 do Oeste \u2013<\/strong> Desde o in\u00edcio deste ano, quando o valor pago pelo litro do leite come\u00e7ou a cair, os produtores Norberto e Sandra Back, da Linha S\u00e3o Louren\u00e7o, j\u00e1 registram uma queda de quase R$ 1,00 por litro. \u00c9 um valor que deixa de entrar no caixa da fam\u00edlia todo m\u00eas, que impacta na renda e nos investimentos necess\u00e1rios para se manterem na atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Norberto segue o trabalho iniciado h\u00e1 muitos anos pelos seus pais, sendo que o leite \u00e9 a atividade principal da fam\u00edlia e sempre foi a fonte principal de renda. A esposa Sandra passou a auxiliar na produ\u00e7\u00e3o a partir de 2006. A primeira ordenhadeira foi adquirida em 1994, e desde ent\u00e3o, v\u00e1rios investimentos foram feitos com o objetivo de melhorar e aumentar a produ\u00e7\u00e3o, garantir maior conforto e bem-estar aos animais e contribuir com a m\u00e3o de obra. Para manter a qualidade do leite, os produtores antecipam que novos investimentos j\u00e1 est\u00e3o sendo planejados, mas a execu\u00e7\u00e3o depende do comportamento dos pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>E falar em investir no momento \u00e9 algo dif\u00edcil para os produtores do leite. A combina\u00e7\u00e3o da alta produtividade, da baixa no consumo, da importa\u00e7\u00e3o do leite e da consequente queda no pre\u00e7o resultam em uma nova crise e trazem preju\u00edzos ao setor. Atualmente a fam\u00edlia Back possui um plantel de 25 vacas em lacta\u00e7\u00e3o, e uma das alternativas para evitar mais custos tem sido reduzir o n\u00famero de animais, j\u00e1 que fazer cortes na alimenta\u00e7\u00e3o do rebanho pode trazer ainda mais preju\u00edzos. Na propriedade s\u00e3o vacas das ra\u00e7as holandesa, Jersey e pardo su\u00ed\u00e7o, no sistema semiconfinado, em que nos dias \u00famidos ou de muito calor permanecem confinadas e no restante do tempo v\u00e3o a pasto. Por m\u00eas, a m\u00e9dia est\u00e1 em cerca de 16 mil litros.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, os produtores lamentam que a queda que vem sendo registrada desde o in\u00edcio do ano, tem previs\u00e3o para se manter por mais um per\u00edodo. Norberto define que nessa condi\u00e7\u00e3o, como produtor de leite se sente um escravo, pois trabalha um m\u00eas inteiro, mas o valor n\u00e3o entra na conta. Por outro lado, apesar do valor baixo pago pelo litro, o produtor lembra que as exig\u00eancias de investimentos em tecnologias e na qualidade do leite s\u00f3 aumentam por parte das empresas. Sem considerar o aumento no custo de produ\u00e7\u00e3o. O trato dos animais \u00e9 a base de silagem, sendo que o custo da safra de milho deste ano aumentou em cerca de 25%.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a inten\u00e7\u00e3o de valorizar a produ\u00e7\u00e3o local e regional, e assim contribuir para elevar os pre\u00e7os, Norberto defende que o consumidor tamb\u00e9m fa\u00e7a seu papel e ajude a fiscalizar e combater a importa\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 sendo o grande vil\u00e3o na queda dos pre\u00e7os. Os produtores comentam que atualmente n\u00e3o h\u00e1 uma diferencia\u00e7\u00e3o nas embalagens de leite para identificar qual \u00e9 importado e qual \u00e9 produzido no pa\u00eds, e por conta disso, defendem que os governos implantem e os consumidores exijam a rastreabilidade do leite, assim como \u00e9 feito em v\u00e1rios outros alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\u00e7\u00f5es de apoio ao setor leiteiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em vista a crise, que se encaminha como uma das piores do setor leiteiro, autoridades da regi\u00e3o tem se manifestado exigindo a\u00e7\u00f5es do governo, principalmente para barrar a importa\u00e7\u00e3o. Entre estas, est\u00e1 a aprova\u00e7\u00e3o de mo\u00e7\u00f5es de apelo pelas C\u00e2maras de Vereadores para que o governo do estado aprove o projeto de lei 0768\/2025, de autoria do deputado Altair Silva, que pro\u00edbe a reconstitui\u00e7\u00e3o de leite em p\u00f3 de origem importada para venda como leite fluido no estado de Santa Catarina e estabelece san\u00e7\u00f5es aos infratores.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme dados do IBGE, a produ\u00e7\u00e3o de leite do Oeste Catarinense \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 76% de toda a produ\u00e7\u00e3o no estado.&nbsp; Santa Catarina \u00e9 o 4\u00ba maior produtor de leite do pa\u00eds. S\u00f3 em 2024, o estado produziu cerca de 3,3 bilh\u00f5es de litros de leite, 100 milh\u00f5es de litros a mais do que em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com informa\u00e7\u00f5es do Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (CEPEA), o valor m\u00e9dio nacional do litro de leite pago ao produtor em outubro do ano passado era de R$ 2,66. Em 2025, este valor caiu para R$ 2,22. Em Santa Catarina a m\u00e9dia \u00e9 ainda menor, de R$ 2,14 o litro, enquanto o custo de produ\u00e7\u00e3o chega a R$ 2,20, conforme o CEPEA. Essa varia\u00e7\u00e3o provoca preju\u00edzos aos produtores catarinenses, que s\u00e3o respons\u00e1veis por 80% de toda a produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crise no leite Ipor\u00e3 do Oeste \u2013 Desde o in\u00edcio deste ano, quando o valor pago pelo litro do leite come\u00e7ou a cair, os produtores Norberto e Sandra Back, da Linha S\u00e3o Louren\u00e7o, j\u00e1 registram uma queda de quase R$ 1,00 por litro. \u00c9 um valor que deixa de entrar no caixa da fam\u00edlia todo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8237,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42,41],"tags":[],"class_list":{"0":"post-8236","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaque","8":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8236","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8236"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8236\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8238,"href":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8236\/revisions\/8238"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8237"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8236"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8236"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8236"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}