{"id":8486,"date":"2026-02-02T09:05:56","date_gmt":"2026-02-02T12:05:56","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/?p=8486"},"modified":"2026-02-02T09:05:58","modified_gmt":"2026-02-02T12:05:58","slug":"produtores-relatam-que-situacao-esta-insustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/?p=8486","title":{"rendered":"Produtores relatam que situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 insustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-vivid-red-color has-text-color has-link-color has-larger-font-size wp-elements-4ce74028319b2a4b3e48520e0648efa7\"><strong>\u201cNo vermelho&#8230;\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Se fosse confinamento total, n\u00e3o sei se estar\u00edamos conseguindo pagar as contas\u201d, afirma agricultor do interior de Monda\u00ed<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A instabilidade no mercado do leite voltou a atingir em cheio os produtores rurais neste m\u00eas de janeiro. Pela nona vez seguida, o pre\u00e7o pago ao produtor sofreu redu\u00e7\u00e3o, agravando uma crise que j\u00e1 se estende por meses e que vem colocando em xeque a sustentabilidade econ\u00f4mica de propriedades familiares em todo o pa\u00eds. Em Linha Taipa Baixa, interior do munic\u00edpio de Monda\u00ed, a realidade \u00e9 vivida de forma intensa pelo casal Cleonir Luis Maier, de 32 anos, e Marisa Heming Maier, de 30, que h\u00e1 pouco mais de quatro anos assumiram a responsabilidade direta pela atividade leiteira na propriedade da fam\u00edlia, como sucessores dos pais de Cleonir.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria da fam\u00edlia com o leite, no entanto, \u00e9 bem mais antiga. <em>\u201cDesde que eu me lembro, sempre ajudei o pai. A atividade vem desde a d\u00e9cada de 1990\u201d,<\/em> conta Cleonir. A sucess\u00e3o familiar foi um passo natural: hoje, ele, a esposa e um irm\u00e3o mais novo s\u00e3o os respons\u00e1veis pelo setor leiteiro, enquanto os pais seguem \u00e0 frente da suinocultura. A divis\u00e3o das atividades, segundo o casal, foi uma forma de buscar mais efici\u00eancia. \u201c<em>Qualquer setor precisa ser bem gerido para funcionar e sobrar um pouco no fim do m\u00eas<\/em>\u201d, resume.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, a fam\u00edlia investiu em estrutura e manejo, optando por um sistema de semi-confinamento, que permite manter os animais no galp\u00e3o durante o dia, com ventila\u00e7\u00e3o e conforto t\u00e9rmico, mas ainda com acesso \u00e0 pastagem durante a noite. O objetivo foi reduzir custos em compara\u00e7\u00e3o ao sistema de confinamento total.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a propriedade conta com cerca de 44 vacas em lacta\u00e7\u00e3o, com m\u00e9dia aproximada de 25 litros por animal ao dia. Isso representa algo em torno de 30 mil litros de leite por m\u00eas. \u201c<em>Em tr\u00eas anos, mais que dobramos a produ\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, relata Cleonir. O aumento, no entanto, n\u00e3o foi suficiente para compensar a queda no valor recebido pelo litro.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o casal, o pre\u00e7o que chegou a R$ 2,90 no in\u00edcio da atual fase de retra\u00e7\u00e3o j\u00e1 acumulou uma perda superior a R$ 1,10 por litro. Na pr\u00e1tica, isso significa que praticamente todo o lucro da atividade foi absorvido. \u201c<em>N\u00e3o tem sobra. A gente trabalha, basicamente, para pagar as contas e tirar um sal\u00e1rio-m\u00ednimo para cada um<\/em>\u201d, afirma Marisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da queda no pre\u00e7o, os custos de produ\u00e7\u00e3o continuam pressionando. Insumos, sal mineral e outros itens essenciais tiveram reajustes recentes. \u201c<em>O custo aumentou. E a gente n\u00e3o pode simplesmente cortar no manejo, porque isso afeta a sa\u00fade e a produ\u00e7\u00e3o das vacas<\/em>\u201d, explica Cleonir.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de semi-confinamento tem sido, segundo eles, um fator de sobreviv\u00eancia. \u201c<em>Se fosse confinamento total, n\u00e3o sei se estar\u00edamos conseguindo pagar as contas. O custo seria pelo menos 30 ou 40 centavos a mais por litro de leite entregue \u00e0 ind\u00fastria<\/em>\u201d, estima.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os produtores, a crise tem m\u00faltiplas causas, mas a importa\u00e7\u00e3o de leite e derivados aparece como um dos principais fatores. \u201c<em>A entrada de produto de fora aumentou muito. Falam em algo em torno de 12% do consumo nacional, um \u00edndice que nunca tinha passado de 8% ou 10%<\/em>\u201d, comenta Cleonir.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto levantado \u00e9 a diferen\u00e7a nas exig\u00eancias e na carga tribut\u00e1ria. \u201c<em>Aqui seguimos uma s\u00e9rie de normas de qualidade e higiene, temos leis r\u00edgidas. L\u00e1 fora, a gente n\u00e3o sabe como \u00e9 feito. E ainda pagamos mais impostos para produzir aqui do que quem vende para o Brasil<\/em>\u201d, critica.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os produtores circulam rumores sobre uma poss\u00edvel taxa\u00e7\u00e3o de 10% sobre o leite importado. \u201c<em>Se isso se confirmar, pode ajudar um pouco. Mas a gente n\u00e3o pode se basear em boatos<\/em>\u201d, pondera Marisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das dificuldades, a fam\u00edlia n\u00e3o cogita abandonar a atividade. A presen\u00e7a de m\u00e3o de obra familiar e a juventude dos envolvidos pesam na decis\u00e3o. \u201c<em>Somos novos ainda. Meu irm\u00e3o tem pouco mais de 20 anos. N\u00e3o d\u00e1 para pensar em desistir agora<\/em>\u201d, diz Cleonir.<\/p>\n\n\n\n<p>O casal segue investindo em gen\u00e9tica, manejo e pastagem, buscando aumentar a efici\u00eancia dos animais. \u201c<em>\u00c0s vezes, um animal que produz 15 litros consome o mesmo que um de 30. A ideia \u00e9 ser o mais eficiente poss\u00edvel<\/em>\u201d, explica. Embora a fam\u00edlia j\u00e1 tenha enfrentado outras fases de baixa desde os anos 1990, Cleonir afirma que esta \u00e9 a primeira grande crise vivida por eles como gestores diretos da atividade. \u201c<em>Teve \u00e9pocas em que o pre\u00e7o caiu para R$ 1,80, mas recuperou r\u00e1pido. Agora, s\u00e3o meses seguidos de queda. A recupera\u00e7\u00e3o demora, a queda vem r\u00e1pido<\/em>\u201d, observa. A incerteza sobre o futuro imp\u00f5e cautela nos planos de expans\u00e3o. \u201c<em>A ideia \u00e9 crescer, mas precisamos segurar. Primeiro pagar as contas de hoje para n\u00e3o se complicar amanh\u00e3<\/em>\u201d, diz Marisa.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o vivida em Linha Taipa Baixa reflete um cen\u00e1rio mais amplo do meio rural brasileiro: jovens produtores, cheios de planos e vontade de investir, obrigados a frear o crescimento diante de um mercado inst\u00e1vel e margens cada vez mais apertadas. \u201c<em>N\u00e3o pensamos s\u00f3 em n\u00f3s, mas nos sucessores que v\u00eam depois, temos dois filhos pequenos, que talvez quando adultos queiram continuar<\/em>\u201d, conclui Cleonir. Em meio \u00e0 crise, a esperan\u00e7a permanece como combust\u00edvel para seguir em frente, na expectativa de que os \u201ctempos bons\u201d, como define o produtor, voltem a se impor sobre a longa fase de incertezas que hoje marca o setor leiteiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Confira os pre\u00e7os de refer\u00eancia registrados pelo Conselho Parit\u00e1rio Produtores\/Ind\u00fastrias de Leite \u2013 CONSELEITE para Santa Catarina:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"463\" height=\"276\" src=\"http:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/tabela-leite.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8487\" style=\"width:718px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/tabela-leite.jpg 463w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/tabela-leite-300x179.jpg 300w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/tabela-leite-150x89.jpg 150w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/tabela-leite-450x268.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 463px) 100vw, 463px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>O que dizem os presidentes dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais \u2013 \u00d3rg\u00e3o que representa a classe trabalhista rural da regi\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-regular-font-size\"><strong>Fl\u00e1vio Zang \u2013 Monda\u00ed<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-rounded\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Flavio-Zang-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8492\" srcset=\"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Flavio-Zang-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Flavio-Zang-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Flavio-Zang-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Flavio-Zang-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Flavio-Zang-1-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Flavio-Zang-1-150x100.jpg 150w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Flavio-Zang-1-450x300.jpg 450w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Flavio-Zang-1-1200x800.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group has-light-green-cyan-background-color has-background\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><em>\u201cDesde o come\u00e7o, quando come\u00e7ou a queda do pre\u00e7o do leite, a gente j\u00e1 foi se comunicando com os demais sindicatos sobre o que \u00edamos fazer. Nessa reuni\u00e3o de forma virtual que a gente fez, uma coisa bem r\u00e1pida assim, a gente come\u00e7ou a avaliar. Vamos fazer mobiliza\u00e7\u00e3o? Como \u00e9 que a gente vai organizar? N\u00f3s sempre tranc\u00e1vamos rodovias, pontes, fazia atos, mas avaliando, seria um risco muito grande. Hoje em dia o fluxo de ve\u00edculos \u00e9 muito grande. Hoje n\u00e3o tem nem condi\u00e7\u00f5es de fazer o que n\u00f3s faz\u00edamos. Trancar uma ponte ou uma rodovia, uma BR por meia hora, isso hoje n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de fazer, porque isso vai confrontar com outras classes trabalhadoras. E a\u00ed decidimos pressionar os nossos pol\u00edticos, uma coisa mais direta, n\u00f3s fizemos agenda com deputados nos gabinetes, e tamb\u00e9m fizemos uma agenda na Assembleia Legislativa, que teve uma audi\u00eancia l\u00e1 em Florian\u00f3polis. Ent\u00e3o, a partir disso, come\u00e7ou a se pressionar os deputados, levamos nossa pauta, inclusive, para o pr\u00f3prio Minist\u00e9rio da Agricultura. Inclusive, isso chegou nas m\u00e3os do nosso Presidente da Rep\u00fablica tamb\u00e9m. Os deputados levaram tamb\u00e9m essas nossas reivindica\u00e7\u00f5es para o governo federal, e o governo federal fez um estudo, uma avalia\u00e7\u00e3o, e a primeira atitude que o governo fez, foi estancar a importa\u00e7\u00e3o do leite em caixinha. E o governo tentou&#8230; Seria uma medida para tomar nesse momento. S\u00f3 que, como existem hoje negocia\u00e7\u00f5es, eu compro de voc\u00ea, voc\u00ea compra de mim, \u00e9 dif\u00edcil, muitas vezes, chegar e dizer, \u2018eu n\u00e3o posso mais permitir a importa\u00e7\u00e3o do leite\u2019. Mas a nossa avalia\u00e7\u00e3o, como dirigente sindical, a gente sentiu, nosso munic\u00edpio de Monda\u00ed, quando o pre\u00e7o do leite estava bom, aquele que tinha 10 vacas, decidiu botar mais 5, aumentar o n\u00famero de vacas, produzir mais leite. E como n\u00f3s tivemos um clima bem prop\u00edcio para a produ\u00e7\u00e3o de pasto, tudo isso teve reflexo no excesso de produ\u00e7\u00e3o, houve importa\u00e7\u00e3o de leite, ent\u00e3o, se encheu de leite o nosso pa\u00eds. Tudo isso acaba baixando o pre\u00e7o ao produtor.\u00a0 Mas estamos com a esperan\u00e7a agora com tudo que se fez, que o mercado do leite reaja. O sindicato est\u00e1 fazendo a sua parte, sem fazer barulho\u201d.<\/em><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-regular-font-size\"><strong>Vanderley Rutkoski \u2013 Riqueza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-rounded\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Vanderley-Rutkoski-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8491\" srcset=\"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Vanderley-Rutkoski-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Vanderley-Rutkoski-300x200.jpg 300w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Vanderley-Rutkoski-768x512.jpg 768w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Vanderley-Rutkoski-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Vanderley-Rutkoski-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Vanderley-Rutkoski-150x100.jpg 150w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Vanderley-Rutkoski-450x300.jpg 450w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Vanderley-Rutkoski-1200x800.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group has-luminous-vivid-amber-background-color has-background\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><em>\u201cA gente come\u00e7ou l\u00e1 em outubro, com uma audi\u00eancia p\u00fablica em S\u00e3o Jos\u00e9 do Cedro, isso foi provocado um pouco pela nossa regional aqui, porque hoje n\u00f3s temos que mexer com a parte pol\u00edtica, n\u00e3o adianta n\u00f3s querer dizer que o sindicato faz sozinho, n\u00f3s fizemos mo\u00e7\u00f5es, inclusive na C\u00e2mara de Vereadores aqui de Riqueza, fazer a mo\u00e7\u00e3o e foi apoiado por todos os vereadores do munic\u00edpio. A gente depois tamb\u00e9m mandou mo\u00e7\u00e3o em nome da micro-regi\u00e3o Tr\u00eas Fronteira para todos os deputados, pedimos o esfor\u00e7o da FETAESC, pedimos para os senadores, foi mandado para os deputados do estado e federal, tamb\u00e9m foi mandado para a Secretaria da Agricultura, para o Minist\u00e9rio da Agricultura. E foi for\u00e7ado um pouco a CONTAG, para a gente mudar o cen\u00e1rio. Mas a n\u00edvel de Brasil n\u00e3o mexeu muita coisa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A gente acertou com a CNA uma den\u00fancia de anti-dumping foi feito todo o processo, mas o governo vetou. Porque diz que a CNA \u00e9 uma entidade representativa. Ent\u00e3o o governo vetou esse processo do antidumping, dessa den\u00fancia, o que \u00e9 anti-Dumping? Dizendo da produ\u00e7\u00e3o do Brasil que est\u00e1 fazendo com que quem produz aqui est\u00e1 abaixo do custo de produ\u00e7\u00e3o, que acaba dando problema na cadeia produtiva.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ent\u00e3o a gente for\u00e7ou dentro do estado. Come\u00e7ou com o Paran\u00e1, a gente teve umas audi\u00eancias com a federa\u00e7\u00e3o, que tem a Regional Sul aqui, que pega Paran\u00e1, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. E a\u00ed o Paran\u00e1 saiu um pouco na frente com um deputado e fez um projeto de lei que que pro\u00edbe a reidrata\u00e7\u00e3o de leite. E aqui em Santa Catarina, dois deputados fizeram esse projeto de lei tamb\u00e9m, que foi na semana passada sancionado pelo Governador do Estado. No Paran\u00e1, que j\u00e1 passa de 30 dias, desse projeto, nesses 30 dias, 50% de leite deixou de entrar no Paran\u00e1, de importa\u00e7\u00e3o de leite, com essa lei. Ent\u00e3o assim, a gente espera que o Rio Grande do Sul tamb\u00e9m fa\u00e7a, o governador tamb\u00e9m sancione essa lei, como Santa Catarina, pra que n\u00f3s possamos diminuir. E com isso j\u00e1 o leite deu uma reagida, o leite spot j\u00e1 aumentou. J\u00e1 aumentou a venda. n\u00f3s precisamos de arrumar alguma coisa pra que n\u00f3s possamos exportar leite tamb\u00e9m, como a carne. N\u00f3s temos que botar esse leite pra fora do mercado se n\u00f3s queremos aumentar. Ou aumentamos o consumo, ou n\u00f3s temos que vender pra fora. Ent\u00e3o assim, n\u00e3o \u00e9 a \u00faltima baixa do leite que vai ter, mas o leite vai reagir at\u00e9 agosto. O mercado diz isso at\u00e9 agosto, e depois ele volta a baixar de novo, mas vai reagir bem devagarinho\u201d.<\/em><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-regular-font-size\"><strong>Luciano Vacarin \u2013 Caibi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Luciano-Vacarin-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8489\" srcset=\"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Luciano-Vacarin-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Luciano-Vacarin-300x200.jpg 300w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Luciano-Vacarin-768x512.jpg 768w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Luciano-Vacarin-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Luciano-Vacarin-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Luciano-Vacarin-150x100.jpg 150w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Luciano-Vacarin-450x300.jpg 450w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Luciano-Vacarin-1200x800.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group has-pale-cyan-blue-background-color has-background\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><em>\u201cEstamos dando suporte para os produtores. Justamente tentando amenizar essa crise enfrentada pelo setor. Mas, vou te dizer, de antem\u00e3o a gente tem trabalhado forte junto com a federa\u00e7\u00e3o, a FETAESC. Mobilizando ent\u00e3o os agricultores, de fato, colocando uma press\u00e3o pol\u00edtica tamb\u00e9m. A gente encaminhou algumas pautas aqui para a C\u00e2mara de Vereadoras. Come\u00e7amos aqui na base, a C\u00e2mara subiu para a Assembleia Legislativa e assim por diante at\u00e9 chegar no governo federal. Tamb\u00e9m participamos de algumas reivindica\u00e7\u00f5es juntamente com agricultores.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Mas, trabalhando sempre de forma bastante intensa na quest\u00e3o de tentar diminuir, restringir tamb\u00e9m a importa\u00e7\u00e3o de leite. Tanto da Argentina, do Uruguai, os pa\u00edses que fazem parte do Mercosul. Sendo esse, ent\u00e3o, um dos fatores que tem contribu\u00eddo para a crise do setor leiteiro aqui no BRASIL. Tamb\u00e9m sugerindo ao governo federal, ao governo estadual, uma press\u00e3o para a compra de leite. Leite em p\u00f3, pela Conab e distribui\u00e7\u00e3o a fam\u00edlias de baixa renda. A gente pensa que diminuiria um pouco o estoque interno e, consequentemente, abriria portas para a entrada do produto novamente em circula\u00e7\u00e3o no mercado. A quest\u00e3o tamb\u00e9m que seja feita uma fiscaliza\u00e7\u00e3o rigorosa nesse leite importado&#8230; Seguimos dialogando, realizando algumas reuni\u00f5es juntamente com a FETAESC. E, atrav\u00e9s dela, levando nossa preocupa\u00e7\u00e3o ao Minist\u00e9rio da Agricultura, ao Desenvolvimento Agr\u00e1rio. Apresentando, de fato, a atual realidade dos nossos produtores. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aqui da nossa regi\u00e3o, \u00e9 uma realidade do pa\u00eds inteiro. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o podia deixar de falar da nossa preocupa\u00e7\u00e3o em ajudar na base. &nbsp;\u00c9 dar esse suporte na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, na colheita de silagem, na assist\u00eancia t\u00e9cnica&#8230; N\u00f3s temos acompanhado tamb\u00e9m as not\u00edcias, e parece que no pr\u00f3ximo m\u00eas, quem sabe no pr\u00f3ximo pagamento, o leite j\u00e1 reaja. N\u00e3o \u00e9 para ter grandes aumentos, mas o que espera \u00e9 que, pelo menos, essas baixas cessem. Se espera que o mercado volte \u00e0 sua normalidade, neste primeiro semestre de 2026&#8230;\u201d<\/em><\/p>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNo vermelho&#8230;\u201d Se fosse confinamento total, n\u00e3o sei se estar\u00edamos conseguindo pagar as contas\u201d, afirma agricultor do interior de Monda\u00ed A instabilidade no mercado do leite voltou a atingir em cheio os produtores rurais neste m\u00eas de janeiro. 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