{"id":8670,"date":"2026-02-19T10:55:03","date_gmt":"2026-02-19T13:55:03","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/?p=8670"},"modified":"2026-02-19T10:55:05","modified_gmt":"2026-02-19T13:55:05","slug":"corredores-relatam-experiencia-desafiadora-da-participacao-em-ultramaratona-de-revezamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/?p=8670","title":{"rendered":"Corredores relatam experi\u00eancia desafiadora da participa\u00e7\u00e3o em ultramaratona de revezamento"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-larger-font-size\"><em>Em 12 horas, equipe percorreu 160 quil\u00f4metros<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Jo\u00e3o do Oeste \u2013 <\/strong>Nos dias 31 de janeiro e 1\u00ba de fevereiro a Associa\u00e7\u00e3o de Corredores de Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul, promoveu a 2\u00aa ultramaratona de revezamento 12 horas. Entre as equipes participantes, esteve a \u201cResistencia Alem\u00e3\u201d, composta pelos atletas Sandra Wirth, Vanessa Diehl e Thiago Backes de S\u00e3o Jo\u00e3o do Oeste e Cristian Follmann de Monda\u00ed. A prova consistiu em 12 horas de corrida, em forma de revezamento entre os quatro atletas da equipe.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe Resist\u00eancia Alem\u00e3 obteve o quarto lugar na categoria mista, completando no total 160 quil\u00f4metros corridos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Confira o depoimento dos atletas, referente a participa\u00e7\u00e3o na ultramaratona:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-pale-cyan-blue-background-color has-background\"><em>\u201cEntrei na ultramaratona em quarteto sabendo que seria desafiador. Antes da largada, aquele frio na barriga inevit\u00e1vel. Quando a prova come\u00e7ou e o revezamento entrou em a\u00e7\u00e3o, no in\u00edcio at\u00e9 parecia tranquilo: ritmo bom, cabe\u00e7a organizada, sensa\u00e7\u00e3o de controle. Com o passar do tempo, o corpo come\u00e7ou a cobrar. A dor apareceu, o desgaste aumentou e veio o choque: ainda est\u00e1vamos s\u00f3 na metade do tempo da prova. Mesmo assim, consegui manter um ritmo forte por mais alguns rod\u00edzios. No km 36 que completei, o corpo pediu para parar. Eu at\u00e9 podia encerrar ali, j\u00e1 que o time fecharia a prova em cerca de 40 minutos, mas eu estava perto demais de completar uma dist\u00e2ncia de maratona. Foi ali que a mente assumiu o controle, aceitei a dor e fui at\u00e9 o fim. Essa experi\u00eancia mostrou, na pr\u00e1tica, que o limite muitas vezes n\u00e3o est\u00e1 no corpo, est\u00e1 na decis\u00e3o de continuar. Assim, fechei os 42 km com ritmo m\u00e9dio de 4:28\/km.\u201d &#8211; Thiago Backes, 37 anos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><em>\u201cA Ultramaratona 12 horas ACORFW para mim foi um desafio, come\u00e7ando j\u00e1 na forma\u00e7\u00e3o da equipe: encontrar corredores dispon\u00edveis e interessados a entrar nisso comigo. A felicidade tomou conta quando formamos a equipe de quarteto, dali em diante era focar em treinos, estrat\u00e9gias e organizar a viajem a cidade de Frederico Westphalen. Em um misto de felicidade e ansiedade, chegamos a Frederico, e eu s\u00f3 sabia que precisaria correr em quarteto revezando por 12 horas. Como seria? Ningu\u00e9m imaginava. Hoje posso falar que foi uma experi\u00eancia de supera\u00e7\u00e3o incr\u00edvel, um desafio onde a estrat\u00e9gia pode mudar a qualquer hora, foi corpo entrando em exaust\u00e3o e mente trabalhando a favor pois havia um objetivo ali, correr at\u00e9 findar as 12 horas. Assim finalizamos a prova com a sensa\u00e7\u00e3o de dever cumprido! Meu resultado pessoal foi 41km corridos num tempo de 3,3horas. A corrida de rua fez eu me reencontrar comigo mesma, quando o corpo cansa a mente descansa, me ajudou a sair do sedentarismo e est\u00e1 me ajudando a reestabelecer a sa\u00fade f\u00edsica e mental. Al\u00e9m de ser uma atividade f\u00edsica acess\u00edvel e flex\u00edvel em hor\u00e1rios. Eu decidi sair da plateia e VIVER essa sensa\u00e7\u00e3o incr\u00edvel de me sentir VIVA!\u201d \u2013 Sandra Wirth, 36 anos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-background-color has-background\"><em>\u201cA ultramaratona de revezamento da ACORFM foi realizada entre quatro pessoas, onde cada um carregava n\u00e3o s\u00f3 quil\u00f4metros nas pernas, mas tamb\u00e9m a responsabilidade de n\u00e3o deixar o time cair. No come\u00e7o, tudo parecia control\u00e1vel. O corpo respondia, a cabe\u00e7a acreditava. Mas ultramaratona nunca \u00e9 s\u00f3 sobre come\u00e7ar bem, \u00e9 sobre aguentar quando tudo come\u00e7a a doer. No meio da prova, veio o momento mais dif\u00edcil. A vontade de desistir apareceu, o cansa\u00e7o acumulado, as dores aumentando, o joelho reclamando a cada passada. Cada troca de revezamento era um desafio, sabendo que precisava correr e que ia doer. Doeu correr cansado, doeu manter o foco, doeu lutar contra o pr\u00f3prio corpo pedindo descanso. A for\u00e7a veio do time, do apoio simples.&nbsp; Na prova, completei 35 km, com um pace de 5:00, e o joelho doendo. Terminar a prova n\u00e3o trouxe s\u00f3 al\u00edvio, trouxe orgulho. Orgulho de ter resistido quando desistir parecia a op\u00e7\u00e3o mais f\u00e1cil\u201d &#8211; Vanessa Diehl, 26 anos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-pale-pink-background-color has-background\"><em>\u201cDe 31 de janeiro de 2026, \u00e0s 19h, at\u00e9 1\u00ba de fevereiro de 2026, \u00e0s 7h da manh\u00e3, foram vividas 12 horas que jamais ser\u00e3o esquecidas. Nesse intervalo de tempo, enfrentei o maior desafio pessoal da minha trajet\u00f3ria ao participar da 2\u00aa Ultramaratona de Revezamento de 12 horas de Frederico Westphalen\/RS. Aceitei o convite da equipe sem hesitar, mesmo em prepara\u00e7\u00e3o para outras competi\u00e7\u00f5es, porque sabia que essa prova iria muito al\u00e9m da corrida. Com o passar das horas, o cansa\u00e7o se acumulou, as estrat\u00e9gias precisaram ser refeitas e a prova deixou de ser f\u00edsica para se tornar, acima de tudo, mental. A partir de certo ponto, cada volta exigia negocia\u00e7\u00e3o consigo mesmo, luta constante contra dores, c\u00e2imbras e contra a vontade do corpo de parar. Ap\u00f3s as 4h da manh\u00e3, entre percursos, banheira de gelo e fisioterapia, seguimos buscando for\u00e7as onde j\u00e1 n\u00e3o parecia existir mais energia. O que nos manteve em movimento at\u00e9 o fim foi a for\u00e7a da mente e, principalmente, da equipe: ningu\u00e9m deixou o ritmo cair, todos se incentivaram, se cuidaram e correram juntos at\u00e9 o \u00faltimo minuto. Como resultado de toda essa entrega, nossa equipe percorreu mais de 160 quil\u00f4metros ao longo das 12 horas de prova, mantendo um pace m\u00e9dio de 4\u201927\/km, um ritmo forte para uma competi\u00e7\u00e3o dessa dura\u00e7\u00e3o. Em particular, percorri mais de 42 quil\u00f4metros, a maior dist\u00e2ncia j\u00e1 realizada por mim em uma prova. O esfor\u00e7o coletivo nos levou \u00e0 4\u00aa coloca\u00e7\u00e3o na categoria mista, mas, acima de qualquer posi\u00e7\u00e3o, todos sa\u00edmos vitoriosos \u2014 porque cada integrante entregou o m\u00e1ximo de si e ningu\u00e9m ficou para tr\u00e1s\u201d &#8211; Cristian Follmann, 29 anos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s ter vivido esta experi\u00eancia, desafiadora para todos, os atletas afirmam que competi\u00e7\u00f5es como essa mostram que o esporte vai muito al\u00e9m da est\u00e9tica, do tempo ou do resultado final. Ao longo dessa prova, destacam que ficou evidente que cada pessoa corre por um motivo diferente. Em conversa com outros participantes durante e ap\u00f3s a corrida, surgiram hist\u00f3rias de quem corre para melhorar o rendimento, de quem corre por divers\u00e3o, por sa\u00fade, por emagrecimento, por uma promessa pessoal, por um recome\u00e7o ou at\u00e9 para enfrentar o luto pela perda de algu\u00e9m querido. Essa diversidade de objetivos refor\u00e7a que a pr\u00e1tica do exerc\u00edcio f\u00edsico \u00e9, acima de tudo, emocional e comportamental.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Cristian, Thiago, Sandra e Vanessa, o esporte ensina a lidar com limites, a superar dores, a persistir mesmo quando o corpo pede para parar e a nos desafiar constantemente. \u201cNem todos buscam competir ou subir ao p\u00f3dio, e isso n\u00e3o diminui em nada o valor da pr\u00e1tica esportiva. Pelo contr\u00e1rio, mostra o quanto ela \u00e9 democr\u00e1tica e integrativa, capaz de unir pessoas com hist\u00f3rias, realidades e prop\u00f3sitos diferentes, todas encontrando no movimento uma forma de fortalecimento f\u00edsico, mental e emocional\u201d, enaltecem.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 12 horas, equipe percorreu 160 quil\u00f4metros S\u00e3o Jo\u00e3o do Oeste \u2013 Nos dias 31 de janeiro e 1\u00ba de fevereiro a Associa\u00e7\u00e3o de Corredores de Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul, promoveu a 2\u00aa ultramaratona de revezamento 12 horas. 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