{"id":9082,"date":"2026-04-10T11:26:34","date_gmt":"2026-04-10T14:26:34","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/?p=9082"},"modified":"2026-04-10T11:26:35","modified_gmt":"2026-04-10T14:26:35","slug":"borjao-o-juiz-de-paz-ha-mais-de-tres-decadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/?p=9082","title":{"rendered":"\u201cBorj\u00e3o\u201d, o Juiz de Paz h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><em>Uma trajet\u00f3ria de vida marcada pela dedica\u00e7\u00e3o profissional<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ipor\u00e3 do Oeste \u2013<\/strong> N\u00edvio Borges Ribeiro, mais conhecido como Borj\u00e3o, nasceu na cidade de Lagoa Vermelha, Rio Grande do Sul. Veio com os pais para Santa Catarina, em 1955, aos 04 anos de idade. A fam\u00edlia havia comprado \u00e1rea de terra na regi\u00e3o de Cambucica e Consoladora, atual territ\u00f3rio do munic\u00edpio de Riqueza, mas que na \u00e9poca pertencia a Monda\u00ed. A terra foi comprada da antiga colonizadora Territorial Sul Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 09 anos de idade Borj\u00e3o foi para o semin\u00e1rio em Maravilha, mas por problemas de sa\u00fade precisou retornar para casa. Mais tarde voltou para o semin\u00e1rio, desta vez na cidade de Passo Fundo. Em fun\u00e7\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o de 1964, os padres dispensaram os seminaristas, e mais uma vez Borj\u00e3o teve que retornar para a propriedade da fam\u00edlia. A partir de ent\u00e3o, at\u00e9 o ano de 1969, trabalhou na agricultura com os pais, no plantio de feij\u00e3o, milho e fumo. Recorda que na \u00e9poca os pre\u00e7os agr\u00edcolas eram muito bons, e o valor arrecadado em duas safras, era o suficiente para a compra de uma col\u00f4nia de terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Como tinha o desejo de estudar, e por considerar o trabalho no campo muito sofrido, em uma \u00e9poca sem tecnologias e maquin\u00e1rios, Borj\u00e3o foi a Monda\u00ed estudar. E foi nesta cidade que teve as suas primeiras experi\u00eancias de trabalho, al\u00e9m da agricultura. Uma das primeiras profiss\u00f5es que exerceu foi a de cobrador de \u00f4nibus, percorrendo a regi\u00e3o onde os pais moravam.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Borjao-com-a-esposa-Nena-e-as-filhas-Jaqueline-e-Jussara-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9083\" srcset=\"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Borjao-com-a-esposa-Nena-e-as-filhas-Jaqueline-e-Jussara-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Borjao-com-a-esposa-Nena-e-as-filhas-Jaqueline-e-Jussara-300x225.jpg 300w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Borjao-com-a-esposa-Nena-e-as-filhas-Jaqueline-e-Jussara-768x576.jpg 768w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Borjao-com-a-esposa-Nena-e-as-filhas-Jaqueline-e-Jussara-150x113.jpg 150w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Borjao-com-a-esposa-Nena-e-as-filhas-Jaqueline-e-Jussara-450x338.jpg 450w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Borjao-com-a-esposa-Nena-e-as-filhas-Jaqueline-e-Jussara-1200x900.jpg 1200w, https:\/\/noticiarioregional.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Borjao-com-a-esposa-Nena-e-as-filhas-Jaqueline-e-Jussara.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Borj\u00e3o com a esposa Nena, e as filhas Jaqueline e Jussara<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 1973, quando o antigo Departamento de Correios e Tel\u00e9grafos passou para Empresa Brasileira de Correios e Tel\u00e9grafos, Borj\u00e3o foi indicado para trabalhar no local, pelo ent\u00e3o chefe dos Correios de Monda\u00ed, Nilson Wilhelms. Para isso, realizou quatro meses de curso em Porto Alegre. N\u00e3o era necess\u00e1rio realizar concurso, pois somente a indica\u00e7\u00e3o bastava para assumir o cargo. O ingresso nos Correios foi em 1974, ano em que tamb\u00e9m se casou com Teresinha Ribeiro, mais conhecida como Nena.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos oito anos em que trabalhou na empresa, Borj\u00e3o contestava algumas formas de trabalho, sempre prezando pelo bom atendimento as pessoas. Cita que um dos servi\u00e7os que realizava, e que por ordens dos superiores teve que parar de fazer, era escrever as cartas para pessoas mais humildes que procuravam os Correios, e queriam mandar a correspond\u00eancia para seus familiares. Entre as mensagens que muitas pessoas pediam para transmitir pelas cartas, estavam fatos simples do dia a dia, como avisar os familiares de que \u201co porco estava gordo\u201d, recorda Borj\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de um ano depois de ter se desligado dos Correios, Borj\u00e3o passou a trabalhar no Cart\u00f3rio de Registro Civil, onde funcionava tamb\u00e9m o Tabelionato e o Cart\u00f3rio de Protesto, a convite do ent\u00e3o propriet\u00e1rio Edgar Eckert. Entre as fun\u00e7\u00f5es que exerceu nestes dois anos, estava a transcri\u00e7\u00e3o dos livros, devido a bonita caligrafia que tinha. Enquanto desempenhava a fun\u00e7\u00e3o no cart\u00f3rio, teve a oportunidade de realizar o concurso para trabalhar no antigo Besc, Banco do Estado de Santa Catarina.&nbsp; Foi aprovado, mas no per\u00edodo de cerca de seis meses que demorou para ser chamado a assumir o cargo no banco, continuou no cart\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Borj\u00e3o ingressou no Besc desempenhando a fun\u00e7\u00e3o de escritur\u00e1rio, e atuava tamb\u00e9m no setor de cobran\u00e7as. Em 1990, logo ap\u00f3s a emancipa\u00e7\u00e3o de Ipor\u00e3 do Oeste, houve a necessidade de aumentar o quadro de funcion\u00e1rios do ent\u00e3o rec\u00e9m-criado Besc no munic\u00edpio, e Borj\u00e3o recebeu proposta para assumir o cargo de caixa, al\u00e9m do setor de cr\u00e9dito rural. Para isso, se mudou com a esposa Teresinha e as filhas Jaqueline e Jussara para Ipor\u00e3 do Oeste, onde se aposentou no banco em 2002.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano de 1991 Borj\u00e3o assumiu mais uma grande responsabilidade em sua vida profissional. O Juiz de Paz titular, Afonso Staudt, estava em tratamento de sa\u00fade, e pelas suas frequentes aus\u00eancias para se tratar em Florian\u00f3polis, era necess\u00e1rio definir um juiz substituto. Para esta fun\u00e7\u00e3o, considerando as experi\u00eancias profissionais que j\u00e1 possu\u00eda, o juiz da comarca de Monda\u00ed indicou N\u00edvio Borges Ribeiro. Como Juiz de Paz substituto, assumiu em 14 de agosto de 1991. No ano seguinte o juiz titular faleceu, e em 1993 Borj\u00e3o foi nomeado como Juiz de Paz titular, sendo a partir de ent\u00e3o o serventu\u00e1rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Por um per\u00edodo, o cargo de juiz desempenhou junto com as atribui\u00e7\u00f5es no Besc, e ap\u00f3s a aposentadoria, passou a se dedicar de forma exclusiva a fun\u00e7\u00e3o no judici\u00e1rio. Inclusive, por certo per\u00edodo, possu\u00eda em Ipor\u00e3 do Oeste um escrit\u00f3rio para atendimento presencial as pessoas que o procuravam, principalmente para media\u00e7\u00f5es e reconcilia\u00e7\u00f5es familiares e de trabalho, tudo com poder jur\u00eddico. Como Juiz de Paz assinava inclusive as rescis\u00f5es de contrato, e com a implanta\u00e7\u00e3o do Juizado de Pequenas Causas no F\u00f3rum de Monda\u00ed, esse atendimento foi alterado. Atualmente Borj\u00e3o continua na fun\u00e7\u00e3o de Juiz de Paz, cargo ao qual j\u00e1 se dedica h\u00e1 mais de 30 anos, mas o trabalho \u00e9 restrito a execu\u00e7\u00e3o de casamentos realizados no cart\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 75 anos de idade, Borj\u00e3o carrega muito mais do que as v\u00e1rias experi\u00eancias e responsabilidades profissionais que assumiu ao longo de sua vida. Marido da Teresinha, popular Nena, pai da Jaqueline (em mem\u00f3ria) e da Jussara, av\u00f4 do Guilherme Barp e bisav\u00f4 do pequeno Breno Barp, N\u00edvio Borges Ribeiro, junto com a esposa, sempre foram muitos ativos na comunidade com o trabalho volunt\u00e1rio. Ele foi o primeiro presidente do Grupo Escoteiro Tup\u00e3, quando da sua cria\u00e7\u00e3o em 1993, e Nena foi chefe escoteira por 16 anos. A esposa tamb\u00e9m contribui h\u00e1 anos com o trabalho volunt\u00e1rio na igreja, a exemplo de sua atua\u00e7\u00e3o nas pastorais da Sa\u00fade e da Crian\u00e7a. Borj\u00e3o concilia a fun\u00e7\u00e3o de Juiz de Paz com o cargo de vendedor, e sempre que poss\u00edvel, ele e a esposa gostam de viajar para visitar a filha e os familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>O apelido carinhoso que recebeu, ainda na inf\u00e2ncia, se deve pelo fato de sempre ter sido torcedor do Internacional. Na d\u00e9cada de 1970, o Colorado tinha um jogador chamado de Borj\u00e3o, e apesar de n\u00e3o ser titular no time, quando entrava no jogo, tinha bom desempenho. N\u00edvio na \u00e9poca jogava no Ipanema, de Monda\u00ed, e da mesma forma, era reserva do time. Em um dos jogos se destacou, e o treinador o comparou ao Borj\u00e3o do Colorado, e foi nesse momento que o apelido \u201cpegou\u201d para o resto da vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma trajet\u00f3ria de vida marcada pela dedica\u00e7\u00e3o profissional Ipor\u00e3 do Oeste \u2013 N\u00edvio Borges Ribeiro, mais conhecido como Borj\u00e3o, nasceu na cidade de Lagoa Vermelha, Rio Grande do Sul. Veio com os pais para Santa Catarina, em 1955, aos 04 anos de idade. 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