{"id":9524,"date":"2026-06-19T10:24:36","date_gmt":"2026-06-19T13:24:36","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/?p=9524"},"modified":"2026-06-19T10:28:54","modified_gmt":"2026-06-19T13:28:54","slug":"aos-74-anos-dona-ines-descobriu-na-corrida-uma-nova-paixao-e-mostrou-que-nunca-e-tarde-para-comecar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiarioregional.com.br\/?p=9524","title":{"rendered":"Aos 74 anos, dona In\u00eas descobriu na corrida uma nova paix\u00e3o e mostrou que nunca \u00e9 tarde para come\u00e7ar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><u>Jocel\u00e2yne Bauer<\/u><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Monda\u00ed &#8211;<\/strong> O que come\u00e7ou por acaso se transformou em uma das experi\u00eancias mais emocionantes da vida de In\u00eas Ol\u00edvia da Costa, moradora da Linha Antas. Aos 74 anos, ela participou de sua primeira corrida em 2025, completou os cinco quil\u00f4metros em 43 minutos e conquistou o primeiro lugar em sua categoria. Mais do que uma medalha, levou para casa uma nova motiva\u00e7\u00e3o, mais qualidade de vida e a certeza de que a idade nunca \u00e9 um obst\u00e1culo para quem decide se desafiar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A oportunidade surgiu de maneira inesperada. A neta, Tain\u00e1, e o marido haviam se inscrito em uma prova, mas ganharam em um sorteio o valor da corrida, e sobrou as vagas que tinham sido pagas, sem querer perder a inscri\u00e7\u00e3o, a filha de dona In\u00eas, Isolde da Costa, lan\u00e7ou a ideia: \u2014 \u201cVamos n\u00f3s correr?\u201d E a resposta veio sem pensar duas vezes: \u2014 \u201cVamos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim come\u00e7ou uma rotina de treinamentos simples, realizados principalmente nas estradas da comunidade, em meio \u00e0s pedras e subidas do interior. O objetivo inicial era apenas participar. Mas o resultado foi muito al\u00e9m das expectativas. Ao completar os cinco quil\u00f4metros, dona In\u00eas viveu um momento que guarda com carinho. \u201c<em>Foi muito emocionante. Todos me aplaudiam por causa da minha idade. Eu pensava que eram as pessoas daqui, mas eram corredores de outros munic\u00edpios. Eles batiam tanta palma, tanta palma. Foi muito gratificante<\/em>\u201d, recorda. Ela diz que cruzar a linha de chegada foi uma sensa\u00e7\u00e3o indescrit\u00edvel. \u201c<em>Foi muito emocionante. Eu n\u00e3o esperava aquilo.<\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da medalha e do primeiro lugar em sua categoria, a experi\u00eancia proporcionou uma transforma\u00e7\u00e3o f\u00edsica e emocional. \u201c<em>Melhorou tudo. O estresse, a auto estima, os nervos. \u00c9 muito bom. Faz muito bem para a gente<\/em>\u201d, afirma. Animada com a experi\u00eancia, dona In\u00eas seguiu treinando, a expectativa era participar novamente da mesma prova esse ano, uma corrida promovida pela Acmosc, ocorrida no dia 31 de maio. Por\u00e9m, durante um treino realizado em uma estrada do interior, sofreu uma queda ao trope\u00e7ar em uma pedra, poucos dias antes da corrida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela havia percorrido cerca de quatro quil\u00f4metros quando caiu e deslocou o ombro. A dor foi intensa e, inicialmente, havia suspeita de fratura. Ap\u00f3s atendimento m\u00e9dico, o ombro foi recolocado e ela iniciou a recupera\u00e7\u00e3o. Mesmo machucada e ainda debilitada, n\u00e3o quis ficar longe do evento em que pretendia competir novamente. Sem condi\u00e7\u00f5es de correr, participou da caminhada de tr\u00eas quil\u00f4metros e recebeu medalha de participa\u00e7\u00e3o. \u201c<em>Eu estava muito fraca. Mas fui. N\u00e3o queria deixar de participar.<\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nem o acidente diminuiu a vontade de continuar praticando atividade f\u00edsica. Dona In\u00eas garante que o bra\u00e7o lesionado n\u00e3o tira seu entusiasmo.&nbsp; \u201c<em>O bra\u00e7o est\u00e1 ruim, mas as pernas n\u00e3o. Eu n\u00e3o tenho medo de caminhar.<\/em>\u201d Ela acredita que conseguiria percorrer dist\u00e2ncias ainda maiores e revela que j\u00e1 pensava em aumentar gradativamente seus treinos. \u201c<em>Na verdade, corremos bastante, nem sempre medimos quanto, mas acredito que tem dias que fa\u00e7o seis quil\u00f4metros, outro dia sete<\/em>\u201d. A corredora tamb\u00e9m destaca o incentivo da fam\u00edlia. A filha Isolde, a neta \u00c9rica Sa\u00fago, al\u00e9m do companheiro dela, Luan, compartilham a paix\u00e3o pelas corridas. J\u00e1 a neta Tain\u00e1, que mora em Erechim, foi uma das grandes incentivadoras para que a av\u00f3 aceitasse o desafio pela primeira vez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acostumada durante a vida ao trabalho no campo e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de queijos, dona In\u00eas encontrou na corrida um novo prop\u00f3sito. E faz quest\u00e3o de mostrar que nunca \u00e9 tarde para descobrir novos sonhos. Aos 74 anos, ela continua surpreendendo. E, apesar do susto recente, j\u00e1 deixa claro que pretende continuar caminhando e, quando estiver totalmente recuperada, voltar a correr. \u201c<em>\u00c9 muito gratificante. Melhorou tudo na minha vida. A idade n\u00e3o impede a gente de fazer aquilo que gosta<\/em>.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jocel\u00e2yne Bauer Monda\u00ed &#8211; O que come\u00e7ou por acaso se transformou em uma das experi\u00eancias mais emocionantes da vida de In\u00eas Ol\u00edvia da Costa, moradora da Linha Antas. 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