Mondaí intensifica ações de prevenção
Mondaí – O Estado de Santa Catarina vive um momento de atenção redobrada no enfrentamento a dengue e a chikungunya. As informações são da enfermeira epidemiológica de Mondaí, Carlise Krein, que reforça a importância da mobilização conjunta entre poder público e comunidade para conter o avanço das doenças. Segundo ela, o cenário exige vigilância permanente, especialmente diante da introdução e dispersão do sorotipo DENV3, recentemente identificado no Estado. A circulação do DENV3 representa uma mudança significativa no padrão epidemiológico. Nos últimos anos, predominavam os sorotipos DENV1 e DENV2. Com a introdução do novo sorotipo, a população pode estar mais suscetível, o que favorece o aumento do número de casos das doenças.
Nas últimas semanas, o Estado já apresenta aumento médio de casos prováveis de dengue e chikungunya, conforme dados atualizados diariamente no painel oficial de monitoramento. A tendência é de crescimento nas próximas semanas, exigindo intensificação imediata das ações de controle vetorial, vigilância epidemiológica e organização da assistência aos pacientes.
Mondaí intensifica ações de prevenção
No município de Mondaí, as ações já estão sendo reforçadas. No final de janeiro, a DIVE/SC emitiu alerta sobre o potencial aumento de casos em todo o Estado, o que levou a Secretaria Municipal de Saúde a ampliar o monitoramento e as orientações à população.
Equipes de saúde estão atuando no controle vetorial, com visitas domiciliares, orientação direta aos moradores e identificação de possíveis focos do mosquito. A estratégia inclui também campanhas educativas para conscientizar sobre a importância da eliminação de recipientes que acumulam água, como pneus, vasos de plantas, calhas entupidas e caixas d’água destampadas.
A preocupação também se estende à chikungunya, que vem registrando números elevados em municípios catarinenses, inclusive na região Oeste. A análise de dados dos últimos anos demonstrou que o aumento de casos de dengue no município de Mondaí, ocorre no final do mês de março e se estende até o início do mês de junho. Dessa forma, a atenção da população em relação aos criadouros de mosquito deve ser redobrada nesse período. Além disso, o uso de repelentes também oferece proteção contra a doença.
Carlise explica que a dengue não deve ser subestimada. Embora muitos casos apresentem sintomas leves, a doença pode evoluir para formas graves, com risco de hemorragias, choque e até óbito. Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e articulares, náuseas e manchas vermelhas na pele.
A orientação é que, diante de sintomas suspeitos, o paciente procure imediatamente a unidade de saúde e evite a automedicação, especialmente com medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico.
Vacina disponível para adolescentes
Uma importante ferramenta de prevenção está disponível: a vacina contra a dengue é ofertada para adolescentes de 10 a 14 anos nas unidades de saúde. A imunização é considerada estratégica por atingir uma faixa etária com maior número de hospitalizações nos últimos anos.
Carlise reforça que a vacinação, aliada ao combate aos criadouros do mosquito e ao atendimento precoce dos casos suspeitos, forma o tripé fundamental para reduzir o impacto da doença no município. “Cada morador tem papel decisivo nesse enfrentamento. Eliminar água parada é uma atitude simples, mas que protege toda a comunidade”, conclui a enfermeira epidemiológica.

