50 anos de companheirismo, trabalho e amor a família
Ainda no mês de julho, dia 25, o Edvino e a Oliveta Rauber, hoje moradores da cidade, realizaram a festa de comemoração das Bodas de Ouro, os 50 anos de casados. Uma união que resistiu ao tempo, se fortaleceu em meio as dificuldades e gerou belos frutos. Desse amor, nasceram as filhas Clair e Clarci, e a família se somam os genros Miguel e Mario, e os netos Gabriela, Camila, Eduardo, Lucas e Amanda.
Edvino e Oliveta foram colegas de aula, lá no primário, onde surgiu a amizade, através das brincadeiras e do estudo. Com o passar dos anos, os jovens amigos se cruzaram em um baile de Natal, se tornaram namorados, e nasceu o amor que se mantém até os dias de hoje. Quando do casamento, em 21 de julho de 1976, a festa foi simples, apenas com alguns familiares mais próximos. Não havia recursos para uma grande comemoração. E por isso agora, quando da comemoração dos 50 anos, foi um momento importante não apenas para fortalecer os laços dessa união, mas também, para comemorar a data junto com as filhas, genros, netos, demais familiares e o círculo de amigos.
Oliveta, hoje aos 73 anos, nasceu na Linha Ervalzinho, interior de São João do Oeste. Foi a sexta filha entre dez irmãos. Perdeu o pai com apenas 6 anos de idade, e depois desse acontecimento, a família se mudou para a localidade chamada na época de Linha Jundiá, Iporã do Oeste. Edvino Armando, também com 73 anos, nasceu na Linha Jundiá, Iporã do Oeste, sendo o segundo filho de uma família de dez irmãos.
As duas famílias tinham a agricultura como base do sustento. Edvino e Oliveta auxiliavam os pais em casa, nos afazeres da propriedade. Os dois estudaram na mesma escola, até a quarta série. Na juventude, se reencontraram e namoraram por três anos. O casamento foi em uma manhã quente de julho, um dia bonito que mais parecia verão, quando aproveitaram a visita do padre a comunidade e receberam a bênção do matrimônio.
Logo após o casório, iniciaram a vida a dois em uma terra cedida pelo pai de Edvino, na Linha Jundiá. Três anos mais tarde, surgiu a oportunidade de adquirir outro pedaço de terra nas proximidades, lugar em que residiram por 36 anos, criaram raízes e onde nasceram e cresceram as duas filhas, Clair e Clarci. O casal recorda que tiveram que começar do início. Não havia construções, e a primeira casa era um galpão. Nessa estrutura estava em anexo a estrebaria, as baias dos suínos, o depósito de milho e o galinheiro. Apesar da simplicidade e do intenso trabalho braçal que era necessário na época, para o casal, foi um tempo muito bom e feliz.
O trabalho na propriedade era a base do cultivo de milho e soja, a criação de suínos, a produção de leite, e o plantio de uma grande variedade de alimentos para consumo próprio.
Há 11 anos Edvino e Oliveta moram na cidade. Mas nem por isso, deixam de cultivar as suas raízes. Edvino ainda acompanha o plantio da área de terra no interior onde residiam, e auxilia na limpeza da vegetação do terreno. Nas atividades de lazer, gostam de frequentar os encontros do grupo de idosos, dançar, jogar carta, e estar com os familiares e amigos.
Na festa das Bodas de Ouro, simbolizando a solidariedade e a empatia pelo próximo, ensinamentos que receberam de casa, Edvino e Oliveta não pediram presentes. O trabalho e a dedicação que sempre tiveram em suas atividades garantiu a eles tudo o que precisam. E por isso, pediram aos convidados que cada um fizesse uma contribuição espontânea em dinheiro, valor que depois foi todo doado ao Hospital Nossa Senhora das Mercês. Para eles, foi uma forma de agradecer a comunidade por todos os anos de bom relacionamento e vivência nesta cidade, onde nasceram as filhas e os netos.



