Obra turística tem previsão de ser entregue em até seis meses
Jocelâyne Bauer
A construção da imagem de Nossa Senhora de Salete, em Caibi, já está em andamento e representa mais uma etapa de um projeto que busca fortalecer o espaço religioso e turístico do município. A obra contempla a implantação de uma grande imagem da santa, que terá entre 21 e 22 metros de altura, além da base que terá mais 6. No total, o monumento terá 28 metros de altura.

De acordo com o secretário de Administração, Miguel Piccoli, o investimento destinado exclusivamente à construção da imagem é de aproximadamente R$ 850 mil. A estrutura já começou a ser executada e a expectativa é de que seja concluída em um período de cerca de seis meses.
Além da imagem, o projeto prevê a construção de uma estrutura que servirá como base e pedestal para a Santa. Essa etapa será executada por meio de outra licitação, já realizada pelo município, mas aguarda a liberação de recursos do Governo do Estado para que possa ser iniciada. Conforme o secretário, a estrutura terá aproximadamente seis metros de altura e contará com duas salas e banheiros, instalados na parte inferior da imagem. O investimento previsto para essa segunda etapa ultrapassa R$ 560 mil.

A intenção é que as duas etapas avancem de forma integrada, possibilitando que a imagem e sua base sejam concluídas em períodos próximos.
67ª Romaria de Nossa Senhora da Salete reúne fé e tradição em Caibi
A fé, a devoção e a tradição marcaram a realização da 67ª Romaria de Nossa Senhora da Salete, promovida entre os dias 18 e 20 de setembro, no Santuário de Nossa Senhora da Salete, em Caibi. Com o lema “Maria, geradora de discípulos, promotores de paz”, a programação reuniu a comunidade local e visitantes de diferentes municípios da região.

A programação da 67ª Romaria começou na sexta-feira, 18, com missa no Santuário. No sábado, 19, os participantes acompanharam a tradicional caminhada luminosa, realizada à noite, com velas e terços, seguida de pastelada. O domingo, 20, concentrou uma programação especial, com duas celebrações pela manhã, seguida de lanches ao meio-dia, terço e encenação da história de Nossa Senhora da Salete. Às 14h, a programação foi encerrada com missa e bênção do Santíssimo.
Entre os romeiros que participaram das celebrações estavam mulheres da comunidade de Santa Lúcia, em Palmitos, que mantêm uma relação de longa data com a Romaria e com o Santuário. O Noticiário Regional conversou com Terezinha, Márcia, Ivani, Adelaide e Áurea, que compartilharam um pouco da história e da devoção que as levam todos os anos até Caibi, durante os três dias.
De acordo com Áurea, a participação na Romaria faz parte de sua história desde a infância. Ela conta que, desde pequena, acompanhava os pais e outros moradores de Santa Lúcia na caminhada até o Santuário. “Desde pequenininha, a gente sempre vinha. A gente acordava às cinco da manhã e vinha sempre uma turma. Vínhamos rezando o terço até chegar aqui, passávamos a manhã, participávamos da celebração e depois voltávamos”, relatou. A tradição, segundo ela, atravessa gerações e permanece viva entre os moradores da comunidade. A proximidade com o Santuário também facilita a participação e fortalece o vínculo dos devotos com Nossa Senhora da Salete.
Além da participação tradicional na Romaria, o grupo de Santa Lúcia passou a vivenciar a devoção de uma maneira ainda mais especial por meio do Movimento das Mães que Oram pelos Filhos. Segundo Áurea, a comunidade integra o movimento, cuja padroeira é justamente Nossa Senhora da Salete. “No domingo a gente vai vir com os acólitos, com os coroinhas e com boa parte do grupo das Mães que Oram pelos Filhos. Muitas que estão aqui também participam”, explicou. Para as mulheres, ter um Santuário dedicado à Nossa Senhora da Salete tão próximo representa uma oportunidade permanente de fortalecer a fé, agradecer e buscar amparo nos momentos de necessidade.
A devoção também está ligada à história das famílias e, especialmente, aos ensinamentos recebidos dos pais. As romeiras lembram que Nossa Senhora da Salete é reconhecida pela devoção dos agricultores, aspecto que também contribui para a forte ligação das comunidades do interior com a santa.
