O produtor rural Gilmar Benini, de 66 anos, e o filho André Benini, de 26, moradores da Linha Tigre, estão investindo no futuro da suinocultura. Juntos, eles estão construindo um novo chiqueirão moderno, avaliado em mais de R$ 800 mil,.
Gilmar, que iniciou na atividade em 1999, já possui uma granja em funcionamento, com capacidade para 540 suínos. Agora, com o novo investimento, o espaço vai abrigar 618 animais, em um sistema totalmente automatizado e com o que há de mais moderno no setor. “Esse aqui vai ser o último modelo, o mais moderno. Eu nem fiz parede, usei placas inteiras, o que torna o processo mais rápido e eficiente”, conta o produtor, enquanto acompanha o avanço da obra, que já está na fase final.
O novo chiqueirão tem 120 metros de comprimento por aproximadamente 8,5 metros de largura, e contará com duas esterqueiras, cisterna de água, cortinas automatizadas e um robô de alimentação, orçado em R$ 98 mil. Todo o sistema é conectado à internet, permitindo monitoramento e controle remoto das funções — desde o fornecimento de ração até o controle de temperatura e ventilação. “Hoje em dia, até os porquinhos precisam de wi-fi”, brinca Gilmar, destacando que a tecnologia garante mais precisão e agilidade no manejo diário.
O filho, André, é o grande incentivador dessa nova etapa. “Se fosse por mim, eu não faria. Mas o rapaz não quer sair de casa, então temos que investir. É um sonho dele continuar na atividade”, afirma o pai com orgulho. Além da estrutura moderna, o local foi projetado pensando na sustentabilidade e no bem-estar animal. Cada baia abrigará 14 suínos, com espaço adequado e brinquedos, as tradicionais correntes, para reduzir o estresse dos animais. O sistema de esterqueiras garante o manejo correto dos dejetos, e o piso é de primeira linha, o que facilita a limpeza e evita acidentes.

Mesmo com o investimento alto, Gilmar acredita que o retorno virá com o tempo. A expectativa é manter três lotes por ano, o que deve gerar um faturamento médio anual de R$ 180 a R$ 200 mil. “A suinocultura é um trabalho que exige paciência, dedicação e olho atento. O que engorda o suíno é o olho do suinocultor”, afirma o produtor, com a sabedoria de quem já acumula mais de duas décadas de experiência.
O novo chiqueirão representa um passo decisivo para o futuro da propriedade, unindo tradição e inovação. “Quando comecei lá em 99, era tudo manual, muito sofrido. Hoje é diferente. Agora é robô, é automação, é outro tempo”, reflete Gilmar, satisfeito com o avanço. Com a obra em fase final e previsão de conclusão ainda neste ano, o produtor e o filho se preparam para iniciar uma nova era na suinocultura mostrando que o campo também é lugar de modernidade, coragem e renovação de sonhos.

