Quatro famílias mondaienses realizam o sonho da casa própria
Mondaí – O sonho da casa própria se tornou realidade para quatro famílias agricultoras que celebraram, na sexta-feira, 13, a inauguração de suas novas residências construídas por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida Rural. A conquista foi viabilizada com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, em parceria com o Governo Federal e diversas entidades.
Segundo o presidente do sindicato, Flávio Zang, o processo teve início em 2023, quando 15 famílias manifestaram interesse em participar. No entanto, após rigorosa análise documental exigida pela Caixa Econômica Federal, apenas quatro atenderam a todos os critérios estabelecidos. “Começamos com 15 inscritos, depois reduzimos para 13, mas, devido às exigências, restaram quatro famílias que agora estão concretizando esse sonho. É um momento de grande alegria para todos nós”, destacou Zang.
Cada família contemplada recebeu R$ 75 mil, valor totalmente subsidiado pelo Governo Federal e destinado exclusivamente à compra de materiais de construção. Como contrapartida, os beneficiários efetuaram o pagamento de R$ 750, equivalente a 1% do total, no ato da assinatura do contrato. A mão de obra ficou sob responsabilidade das próprias famílias.
As residências seguem os padrões técnicos exigidos pelo programa, com aproximadamente 52 metros quadrados, incluindo dois quartos, sala e cozinha integradas, banheiro, lavanderia e área externa. Em alguns casos, houve pequenas ampliações custeadas pelos próprios beneficiários.
As casas foram construídas em diferentes comunidades do interior do município, sendo duas em Linha Taipa Baixa, uma em Mondaizinho e outra na comunidade de Linha Catres. Todas as famílias possuem renda anual inferior a R$ 31 mil, enquadrando-se na Faixa 1 do programa, voltada à população em maior vulnerabilidade social.
A cerimônia de inauguração ocorreu na propriedade de uma das beneficiadas, reunindo representantes de diversas entidades envolvidas no projeto, como o sindicato, a cooperativa local, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Santa Catarina (Fetaesc), além da Administração Municipal, representada pela secretária de Assistência Social, Nádia Queiroz Ciceri.
Zang ressaltou que, apesar de se tratar de um número reduzido de casas, o impacto social é significativo. “É um projeto pequeno em quantidade, mas de enorme importância para essas famílias, que passam a viver com mais segurança, conforto e dignidade. É isso que nos motiva a continuar buscando novas oportunidades”, afirmou.
O presidente também adiantou que já existem grupos organizados aguardando a liberação de novas etapas do programa, inclusive na modalidade de reforma habitacional. A expectativa é que novas inscrições possam ser abertas futuramente, embora ainda não haja confirmação oficial por parte do Governo Federal. “Sabemos que há uma grande demanda em todo o país, especialmente na Faixa 1. Vamos seguir atentos e esperançosos para que mais famílias possam ser contempladas”, completou.

