Agrônomo orienta sobre importância da cobertura verde para controlar plantas invasoras no milho e soja
Produtores e profissionais da área agrícola têm percebido nas lavouras uma incidência alta de plantas daninhas infestantes, entre elas as gramíneas, em que o controle com herbicidas, como glifosato e graminicidas não tem sido eficaz. De acordo com o gestor da Cooperativa Mista da Agricultura Familiar de São João do Oeste, Coopafasjo, agrônomo Dirceu Babick, na cultura do milho, as plantas daninhas mais prejudiciais são capim amargoso, pé de galinha e capim arroz.
Como o controle destas plantas, mesmo com herbicidas, não tem tido o resultado esperado, Dirceu orienta os produtores a não deixarem o solo descoberto no inverno, optando por uma cobertura verde que vai proteger a lavoura e também dificultar o desenvolvimento destas plantas invasoras. Comenta que há também manejos específicos que podem ser adotados, como a semeadura de plantas de cobertura com folha larga, a exemplo do nabo forrageiro, que além de proteger o solo, vão auxiliar no controle das gramíneas.
O agrônomo explica que as plantas daninhas são prejudiciais porque competem com o milho na absorção de nutrientes e ocupação do solo, o que interfere no desenvolvimento da cultura. E na colheita do milho, tanto de silagem como para grãos, as gramíneas se misturam ao pasto e grãos, reduzindo a sua qualidade. Com a previsão de um inverno com mais umidade, Dirceu afirma que os produtores precisam redobrar a atenção no manejo das lavouras. Isso porque as plantas daninhas se desenvolvem principalmente nas áreas mais úmidas das lavouras. “Ressaltar a importância do produtor plantar na próxima safra híbridos com maior tolerância ao complexo dos enfezamentos, porque as pragas estão cada vez mais resistentes, e com a previsão do clima tendem a se desenvolverem mais nas lavouras. Recomendamos que os produtores se programem para fazer o uso de uma ou duas aplicações de fungicidas na fase inicial do milho para chegar no final do ciclo com plantas sadias”, enfatiza.
Com relação a cultura da soja, o gestor da Coopafasjo destaca que agora na fase final de colheita o produtor deve observar o manejo do vazio sanitário e eliminar as plantas guaxas que ficam na lavoura após a colheita. Este ano o vazio sanitário será de 13 de junho a 21 de setembro, período em que o plantio de soja não será permitido. Também na soja, o agrônomo comenta que as plantas daninhas têm causado problemas, principalmente o picão preto e caruru, resistentes aos manejos comuns.
A colheita da soja deve se estender até final de maio, e até a próxima cultura implantada, a partir do início de agosto, a recomendação é que nesse período os produtores façam a cobertura verde do solo.






