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    Criatório Comercial Schaefer conquista licença para venda de aves dentro e fora do estado e importação de espécies do exterior

    Joana Reichert
    Airton com o filho Giuvan e o neto Antônio. Aos fundos, o papagaio da espécie Ecletus e casal de papagaios do Congo

    A criação de aves está presente na vida de Airton Schaefer há muitos anos. O trabalho foi intensificado a partir de 2009, com a fundação da Associação Ornitológica de Iporã do Oeste, ASOI. Desde então, o plantel aumentou, e também o número de espécies passou a ser mais variado.

    Em 2013 Airton começou a participar de campeonatos, junto com o filho Giuvan que lhe auxilia na criação das aves. Airton comenta que a partir das competições, passou a buscar mais informações sobre o padrão de criação, entendendo melhor sobre a genética e a influência das cores de cada espécie. Entre as principais conquistas nos campeonatos, estão dois títulos de vice-campeão eficiência do campeonato brasileiro de Agapornis. É uma competição que premia o plantel de aves como um todo pelo seu nível de eficiência.

    As espécies de aves que os criadores possuem atualmente são Agapornis, Red Rumped, Red Wing, Ring Neck, Grande Alexandre, Cabeça de Ameixa, Papagaio Ecletus, Papagaio do Congo e Derbiaba.

    Airton e Giuvan já comercializavam aves consideradas domésticas, anilhadas com anel da FOB, Federação Ornitológica do Brasil, como as das espécies calopsita e periquito australiano, através do fornecimento de GTA, a Guia de Transporte Animal, exigido pela CIDASC.

    O objetivo dos criadores era também expandir o mercado para outros estados e conseguir fazer a venda de aves exóticas, com o fornecimento de nota fiscal e certificado de origem ao comprador, bem como, a anilha oficial nas aves, semelhante a um anel que funciona como uma identificação individual do animal, atestando sua procedência legal e rastreabilidade.

    Airton destaca que aves exóticas são espécies originárias de outros países, que não pertencem à fauna brasileira. Elas nascem em criadouros legalizados, com controle de reprodução e documentação de origem. A criação dessas aves é permitida por lei e contribui para reduzir o comércio ilegal de espécies nativas.  Como aves exóticas se enquadram as espécies Grande Alexandre, Ecletus e Ring Necks entre outras. Entre estas, se destaca a Ring Neck, uma ave que aprende a falar e interagir, já muito procurado por ser um animal de companhia.

    Há cerca de quatro anos o criatório está localizado na Linha Pirajú. Nesse período, os criadores adequaram toda a estrutura dos galpões, providenciaram a documentação e passaram por vistoria de fiscais do Instituto do Meio Ambiente, IMA de Florianópolis. Com todas as questões aprovadas, no final de julho o Criatório Schaefer obteve a licença de criatório comercial definitiva que garante a venda a outros estados e também a importação de outros países, para o qual já estão na fila, aguardando a aquisição de espécies do exterior. É o primeiro criatório na região de Lages para cá a obter essa autorização. O primeiro casal de Agapornis anilhado com anilha do Criatório Comercial Schaefer permanece na propriedade, como símbolo da conquista. Na anilha, colocada no pé da ave até os 15 dias de vida, está especificada a sigla do nome dos criadores, o número da ave, o número dos criadores fornecido pelo IMA e o ano de nascimento da ave. Além disso, os criadores fazem todo o controle genético das aves, identificando o parentesco dos pássaros.

    Para a importação, os criadores explicam que as aves passam por exames na Europa, onde permanecem em quarentena, e quando chegam em São Paulo, no Brasil, novamente ficam 40 dias isolados dos demais animais e passam por novos exames. Depois, com os exames aprovados, as aves são enviadas aos criadores, onde mais uma vez ficam em quarentena antes de terem contato com os demais pássaros, com o objetivo de evitar contaminações e prevenir doenças.  

    Com anos de experiência na criação de aves, Airton avalia que a licença é resultado de um trabalho iniciado há bastante tempo. Comenta que a atividade requerer muitos cuidados sanitários no manejo com as aves, e uma estrutura e alimentação adequadas para garantir o bem-estar dos animais. Todo o galpão é protegido com tela, para evitar a fuga das aves, e conforme o período de vida do animal, são necessários cuidados diferenciados, como no nascimento em que o produtor faz a alimentação manual dos filhotes por cerca de dois meses.

    Além da legalização, o trabalho desenvolvido pelos criadores valoriza o bem-estar animal e a responsabilidade ambiental. O manejo inclui alimentação balanceada, higienização rigorosa dos ambientes, cuidados veterinários e atenção especial em todas as fases da vida das aves. A estrutura dos viveiros é projetada para impedir fugas e para garantir a segurança e o conforto dos animais. Na fase de filhote, por exemplo, a alimentação é com papa especifica, feita manualmente com seringa durante cerca de dois a três meses. Também há controle rigoroso da genética, com registros do parentesco e linhagem das aves, a fim de evitar consanguinidade e manter a qualidade do plantel.

    “A criação responsável de aves exóticas quando feita dentro da legalidade e com o devido cuidado técnico, contribui para a preservação das espécies, reduz a pressão sobre a fauna silvestre brasileira e estimula a educação ambiental por meio da observação, estudo e valorização da biodiversidade”, destacam os criadores.

    Sócio fundador da Associação Ornitológica de Iporã do Oeste, Airton Schaefer ressalta que a entidade está bem estruturada, com 35 sócios no momento. Para fevereiro de 2026 a Associação organiza o campeonato regional, que terá a participação de criadores das associações de Iporã do Oeste, Maravilha e Cunha Porã. Em novembro a associação local também participa da Copa Soco em Chapecó.

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