Produtores investiram em novos equipamentos para facilitar e agilizar os trabalhos, além de compensar a falta de mão de obra
Descanso – A família Pedretti, da Linha Bonita, com mais de 30 anos de tradição no cultivo de pêssego e nectarina, iniciou a colheita da safra deste ano no dia 15 de outubro. O período de colheita começou cerca de um mês mais tarde este ano, por conta das baixas temperaturas, e se estende até o mês de dezembro.
Com mão de obra praticamente familiar, se dedicam a atividade o casal Agenor e Andreia Pedretti, os filhos Cristian e Cristiane, com o auxílio dos pais de Agenor, seu Ângelo e dona Lúcia, e ainda os diaristas contratados. No pêssego estão sendo colhidas as variedades PS Precoce, Bonora e Kampai, e de nectarina as variedades Alba, Anne, Julena, Zamba e Sanraser. Estão em teste novas variedades, tanto de pêssego como de nectarina, que este ano serão comercializadas pela primeira vez, para posteriormente avaliar a aceitação do consumidor.

Quem chega nos pomares encontra plantas carregadas com frutos muito bonitos. Conforme os produtores, a geada registrada por volta do mês de julho causou danos principalmente no pêssego da variedade precoce e atingiu também a nectarina, perda que se percebe agora nos frutos que racham. O frio tardio, ainda nos meses de setembro e outubro, também prejudica os frutos na fase em que precisariam de calor para amadurecer e ter maior qualidade no sabor.
Apesar do ano chuvoso para as frutas, os produtores consideram que a safra será normal, em que houve perdas nas variedades do cedo, mas as variedades do tarde estão se desenvolvendo bem. A expectativa da safra é de colher em torno de 100 toneladas de pêssego e nectarina.

As Frutas Pedretti têm mercado regional, para cidades como São Miguel do Oeste, Maravilha e Pinhalzinho, além da venda fora do estado para Pato Branco e Cascavel no Paraná. Na propriedade a venda é feita diariamente, de forma direta ao consumidor, todas as tardes, das 13h30 às 19h. Pela manhã a família se dedica a colheita, por isso a venda ao consumidor é somente a tarde. Este ano, devido a falta de mão de obra, não serão mais feitas entregas.

Para facilitar e agilizar os trabalhos, além de compensar a mão de obra, a família investiu cerca de R$ 400 mil na compra de uma máquina classificadora de frutas. Anteriormente, a seleção dos frutos era por tamanho, e com a nova máquina esta classificação ocorre pelo peso, gerando maior precisão na venda. O investimento contempla também a compra de outros equipamentos como empilhadeira e bins, que são caixas de madeira onde os frutos são depositados diretamente após a colheita e carregadas com o trator, evitando boa parte do serviço braçal.

