Jocelâyne Bauer
Mondaí – A Associação dos Apicultores promoveu, na noite de sexta-feira, 10, no clube da comunidade de Laju, assembleia geral ordinária com eleição e posse da nova diretoria, além da definição sobre a reativação do CNPJ da associação que permanece inativo há cerca de dez anos. A regularização é considerada essencial para que a entidade possa voltar a celebrar convênios, buscar recursos públicos, participar de projetos e receber investimentos.
O apicultor André Weber foi escolhido para presidir novamente a entidade, dando continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos anos. A composição da nova diretoria ficou definida da seguinte forma: Presidente: André Weber; Vice-presidente: Renato Flesch; Tesoureiro: Genuar Disegna; Secretário: Márcio Klagenberg; Vice-secretária: Suelen Fachi, extensionista da Epagri. Também foi definido o novo Conselho Fiscal, formado por Evanir Kroetz, Mário Petry e Darci Oestreich. Como suplentes foram eleitos Jaco Backendorf, Valmor Cemin e Maciel Muller.
Durante o encontro também esteve presente o secretário municipal de Agricultura, Sidinei Bassorici, que reforçou o interesse da Administração Municipal em incentivar o desenvolvimento da atividade apícola. Entre as propostas discutidas está a viabilização de investimentos, inclusive por meio de emendas parlamentares, destinados à construção de uma casa de extração de mel devidamente legalizada e fiscalizada pelos órgãos competentes. A estrutura permitiria que os produtores realizassem o processamento do mel dentro das normas sanitárias, possibilitando a comercialização do produto em feiras e outros mercados formais.
Uma das principais funções da entidade é reunir os produtores para a compra coletiva de insumos, reduzindo custos e aumentando o poder de negociação. Recentemente, antes da chegada do inverno, a associação realizou, em parceria com a Associação dos Apicultores de São João do Oeste, uma compra conjunta de aproximadamente 300 sacos de açúcar de 50 quilos, utilizados na alimentação das abelhas durante o período de menor oferta de floradas. Além disso, quando há oportunidade de comercialização em maior escala, os produtores também procuram reunir a produção para negociar volumes maiores com compradores.
Atualmente, a maior parte do mel produzido pelos associados é vendida para intermediários das regiões de São Miguel do Oeste e Xanxerê, responsáveis pela distribuição para diversos mercados do país. Segundo Weber, o consumo local ainda representa uma parcela pequena da comercialização.
A associação conta atualmente com mais de 30 integrantes e segue ampliando seu quadro social. Somente durante a assembleia da última sexta-feira, dois novos associados ingressaram na entidade, enquanto outros quatro ou cinco produtores já haviam se filiado ao longo deste ano. Para participar da associação, o produtor paga apenas uma contribuição anual. Até o ano passado, o valor era de R$ 40, sendo reajustado para R$ 50 em 2026.
Apesar do entusiasmo em torno da reorganização da entidade, o cenário para a próxima safra inspira cautela. Segundo André Weber, o excesso de chuvas registrado neste ano poderá comprometer significativamente a produção de mel. Além disso, os preços pagos aos produtores continuam baixos, dificultando a rentabilidade da atividade. Ainda assim, o presidente destaca que a apicultura continua sendo uma importante fonte complementar de renda para diversas famílias rurais e acredita que, com uma associação fortalecida e regularizada, será possível ampliar o apoio aos produtores e criar novas oportunidades para o desenvolvimento do setor nos próximos anos.

