Clima quente é o ambiente propício para proliferação do inseto
Descanso – Apesar do levantamento do Programa Monitora Milho SC apontar que a média estadual de cigarrinha do milho baixou para 55 insetos por armadilha, a Epagri alerta os produtores para uma alta incidência do inseto identificada em lavouras do município. Essa queda foi identificada entre os dias 19 e 26 de janeiro, refletindo de forma geral o manejo inicial feito nas novas lavouras.
Conforme o extensionista rural, Ricardo Dalla Possa, nesse período está finalizando o ciclo de 30 dias desde o plantio do milho safrinha, e é importante a atenção dos produtores pois é nessa fase que ocorre o maior ataque da cigarrinha. Comenta que foram identificadas lavouras, em que o milho estava na fase palito, com cerca de dez insetos por planta, o que representa uma alta infestação. “É um alimento fresco para a cigarrinha, e a fase em que o inseto mais gosta do milho, porque está mais macio e melhor para sugar a seiva da planta”, comenta.
Entre os fatores que favorecem a cigarrinha, Ricardo cita o plantio do milho safrinha ao lado de áreas onde ainda está cultivado o milho na fase final, cultura que abriga o inseto facilmente sendo proliferado para a lavoura próxima. Lembra que o milho plantado no período de inverno sofreu menos com os ataques, por conta das temperaturas mais baixas que afastam os insetos. Mas agora, com o clima bem mais quente, é o ambiente ideal para o desenvolvimento da praga. Além de danificar a planta e prejudicar seu crescimento, Ricardo reforça que a cigarrinha também pode transmitir as doenças do complexo do enfezamento, que deixam as plantas enfraquecidas favorecendo a sua queda com o vento, quando estiver na fase final do ciclo, entre maio e junho.

O extensionista afirma que o produtor deve fazer o acompanhamento da área no máximo a cada três dias, verificando a quantidade de insetos por planta. Com orientação técnica de profissionais capacitados e seguindo o receituário agronômico, Ricardo ressalta que o controle do inseto é feito com inseticidas de contato e sistêmico. Em dias úmidos que favoreçam a aplicação, orienta para o uso de produtos de controle biológico. O produtor também pode implantar armadilhas nas lavouras que facilitam a identificação da população de cigarrinhas.
Cultivo da soja
O extensionista rural aproveita para orientar os produtores referente ao plantio da soja. A portaria emitida pela Cidasc em maio de 2025 define que o cultivo de soja na região era permitido até 22 de janeiro de 2026. A partir dessa data, até dia 10 de fevereiro, Ricardo explica que foi aberto o período excepcional do cultivo de soja, através de solicitação feita previamente pelo produtor no portal da Cidasc. Assim que encerrado o plantio, dez dias depois deve ser feito o registro no site da Cidasc. O extensionista enfatiza que esse processo é importante para proteger o produtor, no caso de fiscalizações pelos órgãos responsáveis. O objetivo é o controle da ferrugem asiática, principal doença da soja.

