Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Noticiário RegionalNoticiário Regional
    • Inicial
    • Quem somos
    • Edições
    • Destaques
    • Notícias
    • A vida como ela é
    • Fotos Eventos
    • Contato
    Noticiário RegionalNoticiário Regional
    Home»Notícias

    Corredores relatam experiência desafiadora da participação em ultramaratona de revezamento

    Joana Reichert
    Sandra, Vanessa, Cristian e Thiago formaram a equipe Resistência Alemã

    Em 12 horas, equipe percorreu 160 quilômetros

    São João do Oeste – Nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro a Associação de Corredores de Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul, promoveu a 2ª ultramaratona de revezamento 12 horas. Entre as equipes participantes, esteve a “Resistencia Alemã”, composta pelos atletas Sandra Wirth, Vanessa Diehl e Thiago Backes de São João do Oeste e Cristian Follmann de Mondaí. A prova consistiu em 12 horas de corrida, em forma de revezamento entre os quatro atletas da equipe.

    A equipe Resistência Alemã obteve o quarto lugar na categoria mista, completando no total 160 quilômetros corridos.

    Confira o depoimento dos atletas, referente a participação na ultramaratona:

    “Entrei na ultramaratona em quarteto sabendo que seria desafiador. Antes da largada, aquele frio na barriga inevitável. Quando a prova começou e o revezamento entrou em ação, no início até parecia tranquilo: ritmo bom, cabeça organizada, sensação de controle. Com o passar do tempo, o corpo começou a cobrar. A dor apareceu, o desgaste aumentou e veio o choque: ainda estávamos só na metade do tempo da prova. Mesmo assim, consegui manter um ritmo forte por mais alguns rodízios. No km 36 que completei, o corpo pediu para parar. Eu até podia encerrar ali, já que o time fecharia a prova em cerca de 40 minutos, mas eu estava perto demais de completar uma distância de maratona. Foi ali que a mente assumiu o controle, aceitei a dor e fui até o fim. Essa experiência mostrou, na prática, que o limite muitas vezes não está no corpo, está na decisão de continuar. Assim, fechei os 42 km com ritmo médio de 4:28/km.” – Thiago Backes, 37 anos.

    “A Ultramaratona 12 horas ACORFW para mim foi um desafio, começando já na formação da equipe: encontrar corredores disponíveis e interessados a entrar nisso comigo. A felicidade tomou conta quando formamos a equipe de quarteto, dali em diante era focar em treinos, estratégias e organizar a viajem a cidade de Frederico Westphalen. Em um misto de felicidade e ansiedade, chegamos a Frederico, e eu só sabia que precisaria correr em quarteto revezando por 12 horas. Como seria? Ninguém imaginava. Hoje posso falar que foi uma experiência de superação incrível, um desafio onde a estratégia pode mudar a qualquer hora, foi corpo entrando em exaustão e mente trabalhando a favor pois havia um objetivo ali, correr até findar as 12 horas. Assim finalizamos a prova com a sensação de dever cumprido! Meu resultado pessoal foi 41km corridos num tempo de 3,3horas. A corrida de rua fez eu me reencontrar comigo mesma, quando o corpo cansa a mente descansa, me ajudou a sair do sedentarismo e está me ajudando a reestabelecer a saúde física e mental. Além de ser uma atividade física acessível e flexível em horários. Eu decidi sair da plateia e VIVER essa sensação incrível de me sentir VIVA!” – Sandra Wirth, 36 anos.

    “A ultramaratona de revezamento da ACORFM foi realizada entre quatro pessoas, onde cada um carregava não só quilômetros nas pernas, mas também a responsabilidade de não deixar o time cair. No começo, tudo parecia controlável. O corpo respondia, a cabeça acreditava. Mas ultramaratona nunca é só sobre começar bem, é sobre aguentar quando tudo começa a doer. No meio da prova, veio o momento mais difícil. A vontade de desistir apareceu, o cansaço acumulado, as dores aumentando, o joelho reclamando a cada passada. Cada troca de revezamento era um desafio, sabendo que precisava correr e que ia doer. Doeu correr cansado, doeu manter o foco, doeu lutar contra o próprio corpo pedindo descanso. A força veio do time, do apoio simples.  Na prova, completei 35 km, com um pace de 5:00, e o joelho doendo. Terminar a prova não trouxe só alívio, trouxe orgulho. Orgulho de ter resistido quando desistir parecia a opção mais fácil” – Vanessa Diehl, 26 anos.

    “De 31 de janeiro de 2026, às 19h, até 1º de fevereiro de 2026, às 7h da manhã, foram vividas 12 horas que jamais serão esquecidas. Nesse intervalo de tempo, enfrentei o maior desafio pessoal da minha trajetória ao participar da 2ª Ultramaratona de Revezamento de 12 horas de Frederico Westphalen/RS. Aceitei o convite da equipe sem hesitar, mesmo em preparação para outras competições, porque sabia que essa prova iria muito além da corrida. Com o passar das horas, o cansaço se acumulou, as estratégias precisaram ser refeitas e a prova deixou de ser física para se tornar, acima de tudo, mental. A partir de certo ponto, cada volta exigia negociação consigo mesmo, luta constante contra dores, câimbras e contra a vontade do corpo de parar. Após as 4h da manhã, entre percursos, banheira de gelo e fisioterapia, seguimos buscando forças onde já não parecia existir mais energia. O que nos manteve em movimento até o fim foi a força da mente e, principalmente, da equipe: ninguém deixou o ritmo cair, todos se incentivaram, se cuidaram e correram juntos até o último minuto. Como resultado de toda essa entrega, nossa equipe percorreu mais de 160 quilômetros ao longo das 12 horas de prova, mantendo um pace médio de 4’27/km, um ritmo forte para uma competição dessa duração. Em particular, percorri mais de 42 quilômetros, a maior distância já realizada por mim em uma prova. O esforço coletivo nos levou à 4ª colocação na categoria mista, mas, acima de qualquer posição, todos saímos vitoriosos — porque cada integrante entregou o máximo de si e ninguém ficou para trás” – Cristian Follmann, 29 anos.

    Após ter vivido esta experiência, desafiadora para todos, os atletas afirmam que competições como essa mostram que o esporte vai muito além da estética, do tempo ou do resultado final. Ao longo dessa prova, destacam que ficou evidente que cada pessoa corre por um motivo diferente. Em conversa com outros participantes durante e após a corrida, surgiram histórias de quem corre para melhorar o rendimento, de quem corre por diversão, por saúde, por emagrecimento, por uma promessa pessoal, por um recomeço ou até para enfrentar o luto pela perda de alguém querido. Essa diversidade de objetivos reforça que a prática do exercício físico é, acima de tudo, emocional e comportamental.

    Para Cristian, Thiago, Sandra e Vanessa, o esporte ensina a lidar com limites, a superar dores, a persistir mesmo quando o corpo pede para parar e a nos desafiar constantemente. “Nem todos buscam competir ou subir ao pódio, e isso não diminui em nada o valor da prática esportiva. Pelo contrário, mostra o quanto ela é democrática e integrativa, capaz de unir pessoas com histórias, realidades e propósitos diferentes, todas encontrando no movimento uma forma de fortalecimento físico, mental e emocional”, enaltecem.

    Compartilhe essa notícia!

    Últimas Notícias

    Associação dos Gremistas de Mondaí realiza assembleia e elege nova diretoria para 2026/2027

    19 de fevereiro de 2026

    APAE Caminho de Luz inicia atividades letivas com os alunos

    19 de fevereiro de 2026

    Corredores relatam experiência desafiadora da participação em ultramaratona de revezamento

    19 de fevereiro de 2026

    Rua Beira Rio é aberta ao tráfego em Mondaí e deve se tornar nova rota turística

    19 de fevereiro de 2026

    Epagri alerta para alta infestação da cigarrinha do milho

    19 de fevereiro de 2026

    Ano letivo começa na APAE Caibi–Riqueza com expectativa, planejamento e investimentos

    19 de fevereiro de 2026
    Facebook Instagram
    © 2026 Todos os direitos reservados. Criação Bahia Criativa

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.