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    Produtores destacam bom momento da pecuária de corte

    Joana Reichert
    Os produtores separam os lotes entre machos e fêmeas, e também conforme a idade e a fase de engorda dos animais

    Família Klaus se dedica a atividade há cerca de 10 anos, e hoje é a principal fonte de renda

    Iporã do Oeste – Os produtores da pecuária de corte vivem um bom momento com a valorização financeira da carne bovina. A atividade é a principal fonte de renda da família de Euclésio e Glória Klaus, e do filho Odair, moradores da Linha Vorá. Eles trabalham nesse setor há cerca de 10 anos, e apesar do preço já ter sido melhor, no momento, estão satisfeitos com o resultado financeiro que vem obtendo.

    Essa valorização financeira não é apenas no mercado nacional. O Brasil fechou 2025 com o melhor desempenho de sua história nas exportações de carne bovina, consolidando o setor como um dos principais pilares da balança comercial do país. Considerando carnes in natura e industrializadas, miudezas comestíveis e subprodutos, os embarques somaram 3,853 milhões de toneladas, alta de 20,7% em relação a 2024. A receita avançou quase 40%, alcançando US$ 18,365 bilhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, compilados pela Associação Brasileira dos Frigoríficos.

    Anteriormente a família Klaus trabalhava com gado de leite, mas por questões como a falta de mão de obra, aos poucos a pecuária de corte ganhou mais espaço e hoje predomina na propriedade. Inicialmente os produtores forneciam animais para o consumo de carne nos eventos comunitários, e para frigoríficos locais. Com a intensificação das exigências sanitárias, atualmente o maior mercado está nos frigoríficos do litoral, como na cidade de São João do Itaperiú.

    Maior parte dos animais permanece confinada, e apenas uma quantia menor está no pasto

    O plantel contempla atualmente 250 animais, entre bovinos, novilhos e as vacas de cria, principalmente das raças Nelore e Angus. Além da reprodução feita na própria propriedade, com vacas de cria, os produtores compram boa parte dos animais na região, e que são destinados para a engorda.  Por mês, os produtores destinam em média uma carreta com 35 animais para o abate nos frigoríficos do litoral. Além destes, mais uma parte vai para mercados da região, como frigorífico de São Miguel do Oeste, totalizando cerca de 45 cabeças por mês. Além de receberem mais pelo quilo de carne, no litoral recebem incentivo de qualidade pelo novilho precoce, até 30 meses.

    Para ser destinado ao abate, o bovino deve atingir pelo menos 240 quilos de carne, e o novilho 210 quilos. Esse peso considera apenas a carcaça, sendo que no peso vivo, o bovino chega entre 450 e 500 quilos. O trato dos animais é a base de silagem e ração. Para obter um resultado melhor, a maior parte dos animais permanece confinada, e apenas uma quantia menor está no pasto. Os produtores separam os lotes entre machos e fêmeas, e conforme a idade e a fase de engorda dos animais.

    Sobre o comportamento do mercado e o consumo da carne bovina, os produtores se mostram bem satisfeitos e otimistas com as previsões. No momento o quilo da carne está em média R$ 22/22,50, quase no valor de cerca de quatro anos atrás, R$ 23,00, considerado um dos melhores já pagos desde que a família se dedica a atividade. Um dos piores momentos foi no período da pandemia, no ano 2020, quando o quilo da carne não passava de R$ 16,00.

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