Confira os números do movimento econômico geral e movimento econômico agropecuário dos 19 municípios da AMEOSC
Iporã do Oeste – No mês de março a AMEOSC, Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina, apresentou os dados provisórios do movimento econômico dos municípios, tendo como base o ano 2025. Os números oficiais serão divulgados no final do ano. O movimento econômico é composto por diversos índices, que refletem a contribuição dos diferentes setores da economia local, como a apuração normal e simples nacional (indústria e comércio), telecomunicações e energia, transportes, vendas diretas (de produtos como Avon, Natura, etc…) e o setor agropecuário.
No movimento econômico total, que corresponde a todos os setores produtivos, Iporã do Oeste teve um aumento de 14,26% no valor adicionado total de 2024 para 2025. O que em números representa um aumento de R$ 911.474.998,43 para um movimento total de 1.041.492.296,52 em valor adicionado. Com esse aumento, Iporã do Oeste chega a casa de R$ 1 bilhão em movimentação econômica e se mantem no 5º lugar no ranking dos municípios da AMEOSC.
Movimento Econômico Agropecuário
No movimento agropecuário, o crescimento econômico foi ainda mais expressivo. Iporã do Oeste passou de R$ 732.406.219,39 em 2024, para R$ 859.951.290,52 em 2025, um aumento no valor adicionado de 17,41%. Com esse salto, o município mantém a segunda colocação no ranking da Ameosc, atrás apenas de Itapiranga.

Suinocultura como destaque
A suinocultura continua liderando a lista das principais atividades agrícolas de Iporã do Oeste, representando 47,82% na composição do movimento agropecuário. Seguido da atividade leiteira com 26,32%; a avicultura com 13,55% e demais atividades que correspondem a 12,30% do movimento agropecuário. Todas as atividades registraram crescimento de 2024 para 2025. A suinocultura teve aumento de 10,85%; a atividade leiteira de 13,11% e a avicultura de 8,58%.
O Índice de Participação dos Municípios, IPM, utilizado para o rateio do ICMS, é composto em Santa Catarina por três critérios. O valor adicionado, que reflete a movimentação econômica de cada município, corresponde a 73%. A ele somam-se o ICMS Educação, com participação de 12%, e o critério igualitário, responsável por 15% da composição. Assim, o desempenho econômico do município tem influência sobre o volume de ICMS a ser repassado, impactando diretamente na arrecadação e no equilíbrio das finanças municipais.
Para o secretário de Agricultura, Adriano Klein, esse crescimento expressivo nas atividades agrícolas é reflexo dos frequentes investimentos que são feitos pelos produtores, que estão sempre em busca de melhorar a produção, o que consequentemente traz maior retorno financeiro ao município. Da mesma forma, ressalta que a secretaria busca oferecer diversos incentivos através dos programas municipais, que garantem melhores condições de trabalho e apoio na execução dos investimentos nas propriedades.


