Bolsa Família
Iporã do Oeste – Em janeiro de 2025 o município estava com 264 famílias beneficiárias do programa Bolsa Família. Em abril de 2026, esse número reduziu para 116 famílias beneficiárias. A gestora do Cadastro Único e do programa Bolsa Família, Marília Rech, explica que essa diminuição foi influenciada por vários fatores. Um destes fatores é que desde o início do ano passado o setor passou a ter duas profissionais. Atualmente a responsável pelo Cadastro Único é a agente administrativo Fabiane Heiser.
Com o reforço na equipe, foi possível intensificar as visitas mensais as famílias beneficiárias. Nestas visitas, é feita a atualização do cadastro e averiguada a situação das famílias. Outro fator que contribuiu para a redução dos números foi que a partir de agosto de 2025 o sistema do Cadastro Único, que até então era fornecido pela Caixa Econômica Federal, passou a ser fornecido pelo Governo Federal. Com isso, todos os sistemas, como bancários, de previdência social e trabalhista, ficam interligados e é possível fazer o cruzamento de dados. Marília acrescenta que a nível municipal os sistemas também passaram a ser sincronizados, como o da saúde e o da educação.
Conforme a gestora, o Cadastro Único é autodeclaratório, ou seja, a própria família declara as informações. No entanto, no caso de denúncias, em comprovações feitas nas visitas ou agora com o cruzamento de dados dos sistemas, as divergências são informadas no sistema, e ele próprio acusa o bloqueio ou cancelamento do benefício. Marília ressalta que aliada a atuação efetiva dos profissionais junto as famílias beneficiárias e a consulta de dados dos sistemas, está também o incentivo a profissionalização e a busca de empregos pelos beneficiários. No CRAS é mantido um mural, onde constam diversas vagas de emprego no município, e quando os beneficiários vem ao setor, estas vagas são indicadas pelos profissionais.
A gestora lembra que tem direito ao Bolsa Família quem tem renda per capita, ou seja, por pessoa da família, de R$ 218,00 mensais. O benefício mínimo é de R$ 600,00, e a partir disso são avaliados critérios específicos de cada família, a exemplo da idade das crianças e a frequência escolar. Os beneficiários precisam cumprir as condicionalidades de frequência escolar de no mínimo 75%, comparecer ao Dia D onde é feito o acompanhamento do Cadastro Único, a pesagem, atualização da caderneta vacinal e medição de todos os membros da família, e ainda, a condicionalidade de manter o cadastro atualizado.

