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    Começa a colheita de Nozes na região

    Jocelâyne Bauer
    Colheita da variedade mais precoce iniciou

    Produtor de Caibi estima colher 2.300kgs, superando a safra anterior

    Caibi – A produção de nozes deste ano está trazendo excelentes perspectivas para o agricultor Francisco Provensi, morador da Linha São José. Com uma plantação consolidada ao longo de quase duas décadas, o produtor comemora uma safra que, segundo ele, deve superar as expectativas, tanto em volume quanto em qualidade.

    Francisco conta que as primeiras mudas foram plantadas há 17 anos, e hoje o pomar soma 234 pés de nozes, a maioria já em plena fase produtiva. Mesmo as árvores menores, que em anos anteriores ainda não apresentavam produção significativa, neste ciclo surpreenderam positivamente.

    A estimativa é colher mais de 10 quilos por pé, índice considerado bastante expressivo para a cultura. Se a previsão se confirmar, a safra deve representar um dos melhores resultados já registrados na propriedade. Com esse desempenho, a produção total pode ultrapassar facilmente a marca de 2,3 toneladas de nozes.

    Safra de 2026 deve superar a do ano anterior

    Outro fator que demonstra o bom momento da safra é a procura antecipada pelo produto. Francisco relata que, mesmo antes do início oficial da colheita, já recebeu contatos de interessados.

    Segundo Francisco, uma das variedades cultivadas na propriedade é mais precoce e já está sendo colhida. De acordo com ele, outras são mais tardias, com diferença de aproximadamente 15 a 20 dias no ciclo de maturação.

    Além da quantidade, a qualidade interna da noz também tem se mostrado acima do esperado. O produtor realiza testes frequentes para avaliar o rendimento entre casca e amêndoa, um indicador importante para a comercialização.

    Em uma das últimas pesagens, Francisco verificou um rendimento bastante satisfatório. “Pesei dois quilos para fazer o teste. Essa variedade boa fica entre 40% e 48%. Se chegar a 48% ou 49%, é muito bom”, explica. Esse percentual representa a proporção da parte aproveitável da noz após a retirada da casca, um aspecto essencial para definir o valor do produto no mercado.

    Parte da produção é vendida com casca, enquanto outra parcela é comercializada já descascada, agregando valor ao produto. Segundo o agricultor, a procura pela noz beneficiada é constante, especialmente por clientes que utilizam o alimento na produção de bolos e outras receitas.

    O trabalho de descasque, no entanto, exige dedicação extra, o que também reflete no preço final. A mecanização tem sido uma importante aliada no processo produtivo. O equipamento adquirido anteriormente para auxiliar na colheita, o sistema que realiza a vibração do tronco para desprender os frutos, segue em uso e contribui para otimizar o trabalho no pomar. A tecnologia tem garantido mais agilidade e eficiência, especialmente diante do grande número de árvores.

    São quase duas décadas dedicadas à atividade

    Mesmo sendo uma cultura considerada resistente, o cultivo das nozes também exige cuidados técnicos ao longo do ano. Francisco explica que algumas variedades podem ser mais suscetíveis a problemas fitossanitários, exigindo monitoramento e tratamentos preventivos. Entre os manejos realizados estão aplicações específicas iniciadas ainda no período da florada, visando proteger a produção e garantir o pleno desenvolvimento dos frutos.

    Após a colheita, as árvores entram no período de repouso vegetativo, perdendo as folhas durante cerca de dois a três meses, antes de retomarem o ciclo produtivo. Para Francisco, a boa safra deste ano representa não apenas um resultado positivo, mas também a recompensa por anos de persistência no campo. O produtor relembra que já enfrentou perdas significativas em outras safras, especialmente em períodos marcados por intempéries climáticas, mas nunca pensou em desistir. “Na agricultura é assim, um ano pode ser difícil, mas tem que seguir em frente”, destaca.

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