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    Iporãoestina que mora nos EUA relata trajetória da realização de um sonho

    Joana Reichert
    Registro de quando Deisi chegou aos EUA, no seu primeiro dia de aula de inglês, na universidade de Saint Joseph

    Em busca de um sonho no exterior

    Iporã do Oeste – Natural da comunidade de Letras, onde ainda hoje residem os pais Vunibaldo e Eli Terezinha, Deisi Kist saiu de casa muito nova. Aos 16 anos de idade foi em busca de estudo e oportunidades de trabalho, e a partir das experiências que adquiriu, despertou nela o desejo, e a necessidade, de aprender a falar inglês, o que além de melhorar a sua comunicação, lhe abriria portas para um mundo cheio de novas possibilidades.

    Deisi recorda que sempre gostou da rotina no campo, ajudar os pais nos afazeres da lavoura e da propriedade, era algo que lhe deixava feliz. Desde a infância, também gostava de frequentar a escola, onde foi líder de turma, integrante do Conselho Deliberativo, e participava dos joguinhos escolares, principalmente nas modalidades de futsal e handebol.

    Deisi com o marido e os três filhos

    A primeira experiência profissional, aos 16 anos, foi o estágio de meio período na agência de crédito Extracredi de Iporã do Oeste, empresa em que anos depois trabalhou novamente. Com o valor que recebia por mês, mesmo não sendo muito, Deisi aprendeu a importância da independência financeira. Em 2004, teve a oportunidade de fazer estágio de um ano na Alemanha, o que foi intermediado pela irmã que residia lá. Na Alemanha, sua função era cuidar de um menino de um ano de idade. Recorda que ao ver a criança tendo aulas de inglês, mesmo com pouca idade, despertou nela o desejo de aprender o novo idioma, pois não saber se comunicar como os demais, era uma frustração enorme.

    A partir disso, Deisi decidiu que para realizar esse sonho, iria se organizar financeiramente para fazer uma imersão e residir por um período em um país que lhe possibilitasse a oportunidade de conviver com pessoas e em uma rotina que lhe facilitasse o aprendizado. No seu retorno de um ano na Alemanha, iniciou a faculdade de Administração na FAI Faculdades, atual UCEFF de Itapiranga, cidade em que morou e trabalhou por um ano.

    Deisi foi convidada para trabalhar na Extracredi de São Lourenço do Oeste, a mesma empresa onde anos antes havia feito estágio. Lá atuou por cinco anos como gerente da agência, até surgir a oportunidade para trabalhar no Banco Safra em Chapecó. Nesta instituição atuou por quatro anos, quando decidiu que era o momento de encaminhar o visto de turista e ir em busca do sonho de aprender inglês nos Estados Unidos da América. Para realizar esse sonho, Deisi lembra que teve que deixar o relacionamento em que estava, a família, seu emprego e bens materiais. Um incentivo que teve para a viagem foi a mesma irmã que a convidou para o estágio na Alemanha, e que depois foi para os EUA estudar.

    Com o visto de turista, aos 28 anos de idade, Deisi planejava ficar de seis meses a um ano nos Estados Unidos. O curso de inglês era intensivo, durante o dia inteiro, e ainda se dedicava ao estudo em casa. Além da organização financeira para a viagem, por todos esses anos Deisi também se preparou psicologicamente para a mudança. Nesse período de um ano que ficou no exterior, acabou conhecendo seu atual marido, se casou, e voltou para o Brasil um ano depois para visitar a família, mas retornou aos EUA, onde mora há 13 anos, na cidade de Stroudsburg, estado da Pensilvânia. Também voltou a atuar nas instituições bancárias dos Estados Unidos. “Sempre gostei de trabalhar, então quando decidi morar no exterior, eu busquei voltar a atuar na minha área de trabalho, incialmente atuando em bancos americanos e mais recentemente voltei para o Banco Safra, em Nova York”.  Há dois anos Deisi está afastada do trabalho para se dedicar a maternidade dos três filhos.

    O trabalho possibilitou a Deisi aperfeiçoar ainda mais o inglês, além da convivência com o marido e amigos americanos. Graças a estabilidade financeira que ela e o marido conquistaram, Deisi consegue permanecer mais tempo com os filhos e junto aos seus pais no Brasil, por pelo menos dois períodos do ano, para oportunizar as crianças o convívio com o campo, o conhecimento de onde vem os alimentos, e a simplicidade e a felicidade que essa vivência oferece. “Por mais longe que a gente vá, e ache que a felicidade está em outro lugar, para mim a felicidade está em trabalhar com aquilo que te faz feliz, ter independência financeira, conviver com pessoas do bem, de energias positivas, de voltar às minhas raízes. Eu me sinto bem com as oportunidades que o inglês me proporcionou, porém sempre que posso volto as minhas raízes para colocar os pés onde cresci, estar com meus pais e irmãos que são a minha base. Admiro muito eles, são minha inspiração e estar em contato com eles, me faz lembrar onde tudo começou. Isso me faz bem e me deixa com as energias renovadas. Quero que meus filhos também tenham essa convivência”.

    Para quem tem, assim como ela já teve, o sonho de ter uma experiência no exterior e aprender o inglês, Deisi orienta que todos os encaminhamentos do visto ou passaporte e das documentações necessárias sejam feitos da forma correta para evitar problemas, e com profissionais confiáveis. Além disso, se organizar financeiramente já desde o primeiro emprego para garantir que essa experiência aconteça da melhor forma possível. E para isso, reduzir despesas desnecessárias, como roupas da moda, priorizando investir no que realmente é o seu sonho. Diferente do que foi na sua época, Deisi comenta que hoje em dia os jovens têm à disposição todas as facilidades da internet e das redes sociais, que possibilitam a conexão com pessoas de outros países e até o aperfeiçoamento de idiomas.

    “Tenho consciência de que foi uma grande aventura ir em buscar deste sonho, não é fácil ficar longe da família, ter que se adaptar à nova cultura, clima, comida, trabalho, porém quando se tem coragem e determinação tudo é possível. Estou feliz que consegui conciliar minha profissão, conheci uma pessoa bacana em que nossos sonhos e objetivos se alinharam. Sempre mantive os pés no chão, sabendo de onde vim, das minhas origens. Aprendi de casa a dar valor ao trabalho; algo que sempre gostei e que eu espero passar aos filhos”, acrescenta Deisi.

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