São várias espécies de flores, plantas ornamentais, chás e temperos
São João do Oeste – O viveirista, Inácio Schuh, trabalha no viveiro desde a sua implantação, inicialmente na comunidade de Beato Roque, em 1993. Exerce a função há 33 anos, e acompanhou todas as mudanças e avanços deste espaço, que em 1999 foi transferido para a cidade. No início, Inácio recorda que o viveiro surgiu e se manteve pela demanda que havia na época por mudas para reflorestamento de uva japonesa, pinus e eucalipto. Em certos períodos a produção no viveiro chegou em 300 a 500 mil mudas de eucalipto por ano. Havia inclusive incentivos governamentais para o reflorestamento na época, principalmente para toras e madeira em metro.
Ao longo dos anos o foco de produção de plantas no viveiro foi alterando. Inácio recorda que no início dos anos 2000, a procura por mudas de reflorestamento reduziu, e o viveiro teve que buscar alternativas para se manter. Com isso, incrementou a produção de mudas de árvores nativas, flores e plantas ornamentais. Entre as espécies de frutíferas nativas são produzidas mudas de pitanga, cereja, uvaia, guabijú, sete-capotes e ingá, e entre outras espécies de árvores estão grápia, canafístula, canjerana, cedro, louro, marmeleiro, timbaúva e guajuvira. São cerca de 70 espécies somente das árvores nativas, em que a coleta de sementes é feita pelo próprio viveirista em vários pontos do município e diferentes épocas do ano. Após a coleta é feito o beneficiamento das sementes, com a correta secagem e manejo para garantir a germinação.
Atualmente, a produção de mudas de reflorestamento é somente da espécie eucalipto, que são destinadas a produtores do município, mediante pedido que é feito na secretaria de Agricultura. O munícipe também tem direito a mudas nativas, na quantidade de 100 ao ano por família. A produção de flores e plantas ornamentais é destinada praticamente toda para as demandas do setor de Urbanismo no paisagismo dos locais públicos, comunidades e escolas que fazem a solicitação. As poucas sobras são destinadas aos munícipes em geral.
Entre todas as variedades, Inácio cita que são mais de 300 entre árvores, flores, plantas ornamentais, chás e temperos. Comenta que hoje o trabalho é inverso ao da época da criação do viveiro. Inicialmente foi preciso incrementar novas variedades para manter o viveiro em funcionamento, e atualmente a grande demanda faz com que alguns serviços precisem ser reduzidos.

No viveiro, Inácio possui o auxílio da servidora Alexandra Kuffel. No local é desenvolvido desde 2005 o programa Cidadão Mirim, voltado a formação de cuidadores ecológicos. O público-alvo são adolescentes de 13 a 18 anos, encaminhados pela equipe técnica da proteção social especial. Através da parceria do Setor Social, as escolas e a secretaria de Agricultura, os jovens se dedicam a 8h semanais, divididos em dois períodos no contraturno escolar, no auxílio aos trabalhos nodo viveiro municipal. Como contrapartida, a família de cada jovem recebe uma cesta básica mensal.

