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    Produtores apelam pela redução na importação e contribuição dos consumidores na exigência da rastreabilidade do leite

    Joana Reichert;
    Segundo o casal, como alternativa para evitar o aumento nas despesas, o plantel de animais já foi reduzido

    Crise no leite

    Iporã do Oeste – Desde o início deste ano, quando o valor pago pelo litro do leite começou a cair, os produtores Norberto e Sandra Back, da Linha São Lourenço, já registram uma queda de quase R$ 1,00 por litro. É um valor que deixa de entrar no caixa da família todo mês, que impacta na renda e nos investimentos necessários para se manterem na atividade.

    Norberto segue o trabalho iniciado há muitos anos pelos seus pais, sendo que o leite é a atividade principal da família e sempre foi a fonte principal de renda. A esposa Sandra passou a auxiliar na produção a partir de 2006. A primeira ordenhadeira foi adquirida em 1994, e desde então, vários investimentos foram feitos com o objetivo de melhorar e aumentar a produção, garantir maior conforto e bem-estar aos animais e contribuir com a mão de obra. Para manter a qualidade do leite, os produtores antecipam que novos investimentos já estão sendo planejados, mas a execução depende do comportamento dos preços.

    E falar em investir no momento é algo difícil para os produtores do leite. A combinação da alta produtividade, da baixa no consumo, da importação do leite e da consequente queda no preço resultam em uma nova crise e trazem prejuízos ao setor. Atualmente a família Back possui um plantel de 25 vacas em lactação, e uma das alternativas para evitar mais custos tem sido reduzir o número de animais, já que fazer cortes na alimentação do rebanho pode trazer ainda mais prejuízos. Na propriedade são vacas das raças holandesa, Jersey e pardo suíço, no sistema semiconfinado, em que nos dias úmidos ou de muito calor permanecem confinadas e no restante do tempo vão a pasto. Por mês, a média está em cerca de 16 mil litros.

    Infelizmente, os produtores lamentam que a queda que vem sendo registrada desde o início do ano, tem previsão para se manter por mais um período. Norberto define que nessa condição, como produtor de leite se sente um escravo, pois trabalha um mês inteiro, mas o valor não entra na conta. Por outro lado, apesar do valor baixo pago pelo litro, o produtor lembra que as exigências de investimentos em tecnologias e na qualidade do leite só aumentam por parte das empresas. Sem considerar o aumento no custo de produção. O trato dos animais é a base de silagem, sendo que o custo da safra de milho deste ano aumentou em cerca de 25%.

    Com a intenção de valorizar a produção local e regional, e assim contribuir para elevar os preços, Norberto defende que o consumidor também faça seu papel e ajude a fiscalizar e combater a importação, que está sendo o grande vilão na queda dos preços. Os produtores comentam que atualmente não há uma diferenciação nas embalagens de leite para identificar qual é importado e qual é produzido no país, e por conta disso, defendem que os governos implantem e os consumidores exijam a rastreabilidade do leite, assim como é feito em vários outros alimentos.

    Ações de apoio ao setor leiteiro

    Tendo em vista a crise, que se encaminha como uma das piores do setor leiteiro, autoridades da região tem se manifestado exigindo ações do governo, principalmente para barrar a importação. Entre estas, está a aprovação de moções de apelo pelas Câmaras de Vereadores para que o governo do estado aprove o projeto de lei 0768/2025, de autoria do deputado Altair Silva, que proíbe a reconstituição de leite em pó de origem importada para venda como leite fluido no estado de Santa Catarina e estabelece sanções aos infratores.

    Conforme dados do IBGE, a produção de leite do Oeste Catarinense é responsável por cerca de 76% de toda a produção no estado.  Santa Catarina é o 4º maior produtor de leite do país. Só em 2024, o estado produziu cerca de 3,3 bilhões de litros de leite, 100 milhões de litros a mais do que em 2023.

    De acordo com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), o valor médio nacional do litro de leite pago ao produtor em outubro do ano passado era de R$ 2,66. Em 2025, este valor caiu para R$ 2,22. Em Santa Catarina a média é ainda menor, de R$ 2,14 o litro, enquanto o custo de produção chega a R$ 2,20, conforme o CEPEA. Essa variação provoca prejuízos aos produtores catarinenses, que são responsáveis por 80% de toda a produção nacional.

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