Clima ideal, ponto certo de corte e investimentos na safra garantem bons resultados
Iporã do Oeste – A família Biesdorf da Linha Monte Maria realizou nos dias 10 e 11 de janeiro a colheita do milho destinado para confecção de silagem. Neste período do ano, devido à grande demanda, o serviço das máquinas que fazem a confecção da silagem é disputado, e o ponto certo de corte faz toda diferença no produto final.
Na propriedade, trabalham na atividade leiteira Celito e sua esposa Senaide, e os filhos Gustavo e Gabriel Biesdorf, que dão continuidade a produção iniciada ainda pelo avô Albano, e que hoje está na terceira geração com os netos. O trabalho conta com o auxílio da família do irmão de Celito, Enio Biesdorf. A silagem é o alimento principal na dieta do plantel de cerca de 50 vacas, além das novilhas. O sistema de produção utilizado é o confinamento, em que os animais recebem como complemento o trato da ração e feno. Este ano foram destinados para silagem 17 hectares de milho cultivados na área da própria família, e mais quatro hectares de milho adquiridos de outro produtor, garantindo alimentação suficiente até a próxima safra.
O plantio do milho ocorreu em setembro do ano passado. Para os produtores, o clima foi favorável para o bom desenvolvimento da cultura, com chuvas frequentes e sem intempéries climáticas, garantindo espigas com bom percentual de amido e plantas grandes que renderam uma boa massa verde para o trato dos animais. Aliado a isso, estão os investimentos que os produtores realizaram desde o preparo do solo com as análises e correção, e depois no plantio das sementes com a escolha de uma variedade ideal para a silagem, e o ponto de corte, que é a colheita do milho no momento certo. O manejo no fechamento dos silos, com a correta compactação do pasto, também é outro fator que interfere na qualidade do alimento.
Agora, as áreas do milho para silagem dão espaço para a adubação com esterco e após a cobertura verde, que permanecerá até depois do inverno, fortalecendo o solo para o plantio da próxima safra, em meados de agosto e setembro. O manejo de conservação é adotado pelos produtores há vários anos, e os resultados desse período de descanso e recuperação do solo tem sido percebidos na prática com a melhora na produção, além de auxiliar no controle de ervas daninhas e na rotação de cultura.

