Psicólogo elenca fatores de risco para a saúde e qualidade de vida
São João do Oeste – Alusivo a campanha Janeiro Branco, que estimula à reflexão sobre o cuidado com o bem-estar psicológico e emocional, a secretaria de Saúde e o hospital/ Instituto Santé promoveram na tarde da quarta-feira, 21, uma palestra com o psicólogo Abel Petter, abordando principalmente os fatores de risco e proteção à saúde mental. O evento, realizado na Câmara de Vereadores, teve ampla participação dos munícipes.
A campanha foi criada em 2014 e reconhecida oficialmente em 2023, pela Lei Federal 14.556, e chama a atenção para as questões relacionadas à saúde mental criando espaços de diálogo sobre o tema. A escolha pelo primeiro mês do ano é porque janeiro está associado a recomeços, reflexões e novos projetos e, como uma “folha em branco”, leva as pessoas a reescreverem suas histórias e priorizarem a saúde mental.
Em sua fala, o psicólogo apresentou ao público os sete piores hábitos para a saúde mental, elencados com base em uma pesquisa mundial. Citou que estes fatores vêm se modificando ao longo dos anos, a exemplo do uso excessivo de telas, que aparece cada vez mais perto do topo da lista. Isso porque uma exposição de 2h de celular já é considerada prejudicial, sendo que a média do Brasil é 9h diárias.
Na lista de piores hábitos para a saúde mental, conforme a ordem divulgada pela pesquisa aparecem: em 7º lugar – uso de substâncias (medicamentos, drogas); 6º – pornografia (traz prejuízos familiares, sociais e gera ambiente de conflito); 5º – excesso de tela (causa dependência e depressão); 4º – pensamentos negativos; 3º – isolamento (quando a pessoa escolhe se isolar da sociedade, não tem ou evita contato com outras pessoas); 2º – estresse crônico (a pessoa vive irritada, estressada) e o 1º lugar é o sono ruim. Abel comenta que ao contrário destes hábitos ruins, são todos fatores de prevenção para uma saúde mental de qualidade.
O psicólogo enfatizou que é preciso perceber, em si mesmo e nos outros, hábitos que não são normais e que podem causar prejuízo a saúde. Como exemplo, cita quando a pessoa realizava uma atividade que a deixava feliz, mas agora isso não lhe importa mais, e ao invés de prazer, gera tristeza. Abel reforçou também a importância de oferecer ajuda a alguém que esteja precisando, pois, as pessoas não têm mais tempo para ouvir, e esse gesto simples de conversar pode contribuir para salvar vidas. Voltado aos atendimentos de saúde mental, a secretária de Saúde, Cleide Wirth, destacou que a secretaria possui uma lista de cerca de 180 pessoas aguardando por atendimento psicológico, alguns desde o final de 2023. Para agilizar este atendimento, citou que estão sendo definidas ações específicas, envolvendo o paciente e a família como um todo.


