Evento iniciou em Torres percorrendo cerca de 150km até Balneário Pinhal
Iporã do Oeste – Entre os dias 24 e 30 de janeiro, um grupo de cavaleiros de Iporã do Oeste e Tunápolis participou da 40ª Cavalgada do Mar, percorrendo a cavalo cidades do Rio Grande do Sul. O evento é realizado anualmente, sendo organizado pelo Instituto do Mar, com o apoio das prefeituras que dão o suporte no atendimento aos participantes, nos locais para alojamento e na estrutura em si, bem como, da Brigada Militar e uma equipe de veterinários e demais profissionais para a assistência aos cavalos. O grupo foi composto por Neide e Décio Schroeder, Ivandro Hermes, Adélio (Tuca) e Adriane Weiss e os filhos do casal Andressa e Arthur, Valmor e Janete Lorenzet, Amarildo e Dilce Lorenzet, de Iporã do Oeste e Clóvis e Ellen Wuitschick, de Tunápolis.

A cavalgada iniciou dia 24 de janeiro saindo de Torres, no Rio Grande do Sul, seguindo em direção a Balneário Pinhal. No ano seguinte, os cavaleiros fazem o trajeto contrário, de Pinhal a Torres. O grupo passou pelas cidades de Arroio do Sal, Capão da Canoa, Imbé, Cidreira e chegando a Balneário Pinhal no dia 30 de janeiro. Em todos os dias, foram cerca de 150 quilômetros cavalgados. Também houve paradas e um dia de descanso garantindo o bem-estar tanto dos cavaleiros como dos animais.

A Cavalgada do Mar iniciou há 35 anos, como um protesto na época em função do fechamento do Banco Meridional e por questões ligadas a agricultura. Já no ano seguinte, a cavalgada teve continuidade, mas a partir de então com foco no tradicionalismo e na cultura, com a participação maior de pessoas a cada edição. No ano de 2.000 foi realizada a maior Cavalgada do Mar, considerado o maior evento equestre festivo, reunindo 3.500 cavaleiros, sendo registrada inclusive no Guinness Book, o livro dos recordes.
O Clube do Cavalo Alma Campeira, de Iporã do Oeste, na pessoa do patrão Ivandro Hermes, foi um grande apoiador na organização do evento, prestando o suporte necessário aos cavalarianos e ao cuidado dos animais desde o transporte e em todos os dias da cavalgada.

Para Neide Schroeder, a participação no evento foi emocionante e vai ficar registrado na memória. “Perceber o quanto as pessoas se empenham para que a cavalgada aconteça, acaba sendo ainda mais gratificante para quem participa. A avaliação que faço é muito positiva. Há o desgaste, o cansaço, pois não estamos no conforto da nossa casa, mas a sensação de viver tudo isso compensa muito. Cavalgar na areia, perto do mar, é uma energia e uma conexão diferentes, que vale a pena viver esses dias com uma estrutura mínima”. Neide destaca também a solidariedade que se forma a partir do evento, o vínculo entre o grupo, em que todos se ajudavam e prestavam o suporte no que foi necessário. O acampamento e as refeições em todos os dias foram feitos de forma conjunta, com a colaboração de todos.

