Iporã do Oeste – Na fase escolar, principalmente nos primeiros anos de vida até pelos menos os 18 anos, passamos boa parte da nossa vida na escola. Esse período se estende depois, para quem busca aperfeiçoamento e uma carreira profissional. Em todos esses anos, muitos profissionais nos marcam, pela sua forma de lecionar, pelo cuidado e atenção com os alunos e pelo desempenho de suas funções. Entre estes, não estão apenas professores, mas também, outros profissionais que se destacam pela sua atuação.
Quem estudou na Escola de Educação Básica São Lourenço a partir do ano de 1994, lembra com certeza de uma figura bem conhecida e carismática, que apesar da sua forma tímida de ser, tem o respeito e o carinho dos estudantes. Nivo Odir Dapper, hoje com 50 anos, iniciou seu trabalho no educandário naquele ano, e até hoje, está na ativa.
Nivo nasceu e cresceu na comunidade de São Lourenço. Seus pais sempre tiveram contribuição nos trabalhos comunitários, onde aprendeu na prática a importância do voluntariado. Por cerca de 10 anos, Nivo era responsável por “puxar o sino”, função que só parou de exercer depois que o serviço foi automatizado. Ele cursou do 1º ao 8º ano na escola, e como na época ainda não havia ali o segundo grau, continuou os estudos na escola estadual da cidade. Assim que se formou, aos 22 anos foi convidado pelo então diretor, Mário Heck, a trabalhar na escola de São Lourenço.
Por muitos anos Nivo foi responsável pelo ajardinamento do espaço, consertos, e outras funções que surgiam com a demanda. A partir de 2022, passou a atuar através de empresa terceirizada, prestando os serviços a escola, então mais voltados a limpeza, higiene e organização do educandário. Inclusive, o depósito que ele próprio organiza com os materiais e equipamentos de serviço, foi apelidado pelos alunos de “Casinha do Nivo”, com um letreiro de identificação na porta.

Em três décadas, Nivo acompanhou a evolução do espaço físico, que gradativamente aumentou a cada ano, também a modernização dos sistemas, as trocas de profissionais e os vários alunos que passaram pelo educandário. Nestes 32 anos de serviços prestados a escola, Nivo afirma que se sente feliz e realizado, pois sempre cumpriu com o que lhe era solicitado, mantendo uma boa relação tanto com os estudantes como com os profissionais.

