“Mondaí firme e forte”
Mondaí – Na segunda-feira, 23, foi realizada na Câmara de Vereadores a audiência pública de prestação de contas do 3º quadrimestre de 2025. A apresentação dos dados foi conduzida pelo alista de controle interno, Lucas Eduardo Tonezer.
De forma consolidada, a receita orçamentária de 2025 totalizou R$ 94.114.436,08. A média mensal de arrecadação foi de R$ 7.842.000,00. Segundo o analista, o município vem apresentando crescimento contínuo desde 2021, mas 2025 registrou o maior salto da série histórica recente, com aumento de aproximadamente R$ 14 milhões em receitas, em relação ao exercício anterior. Do total arrecadado, destacam-se:
- Receita tributária: R$ 14,5 milhões
- Receita patrimonial: R$ 2,8 milhões
- Transferências correntes: R$ 76 milhões
- Transferências de capital: R$ 8,379 milhões
- Alienação de bens (leilão realizado no ano anterior): R$ 799.125,00
A previsão inicial de arrecadação era de R$ 70,1 milhões. No entanto, o valor efetivamente arrecadado superou a estimativa em cerca de R$ 24 milhões, reforçando o cenário de equilíbrio financeiro. As despesas empenhadas até o terceiro quadrimestre somaram R$ 86.346.265,51, enquanto as liquidadas atingiram cerca de R$ 80 milhões. A média mensal de despesas empenhadas foi de R$ 7.195.000,00 e de liquidadas R$ 6.686.000,00. Entre as áreas com maior volume de investimentos estão:
- Secretaria de Obras e Transportes: R$ 16 milhões
- Fundo Municipal de Saúde: R$ 21.424.000,00
- Fundo Municipal de Educação: R$ 21.562.000,00
- Gabinete do Prefeito: R$ 2.405.000,00
- Câmara de Vereadores: R$ 1.577.000,00
O exercício apresentou superávit orçamentário de R$ 7.768.000,00, resultado da diferença entre a receita de R$ 94 milhões e a despesa de R$ 86 milhões. Além disso, o município encerrou o período com superávit financeiro acumulado de aproximadamente R$ 25 milhões, demonstrando situação considerada confortável pela equipe técnica.
Na área da saúde, o município aplicou R$ 12.401.000,00 em ações e serviços públicos, superando o mínimo constitucional de R$ 9.543.000,00. O índice final ficou em 19,49%, acima dos 15% exigidos pela Constituição Federal.
Na educação, o índice consolidado fechou em 25,76%, superando o mínimo constitucional de 25%. Foram aplicados R$ 17.018.000,00, cerca de R$ 501 mil acima do mínimo obrigatório.
As despesas com pessoal do Poder Executivo atingiram 39,60% da Receita Corrente Líquida, bem abaixo do limite máximo de 54% e do limite prudencial de 51,30%. Nos últimos 12 meses, a despesa líquida com pessoal foi de R$ 32 milhões, enquanto o teto permitido seria de R$ 43 milhões.
No Legislativo, o percentual ficou em apenas 1,27%, correspondente a R$ 1.034.274,42, muito abaixo do limite de 6%. Consolidando Executivo e Legislativo, o índice total de despesas com pessoal ficou em 40,87%.

