Mondaí – A Cooperativa A1 realizou, na tarde de quarta-feira, 04, na Área de Lazer, uma pré-assembleia com associados dos municípios de Mondaí e Riqueza, reunindo produtores, lideranças e técnicos para a apresentação do balanço de atividades de 2025 e das perspectivas da cooperativa para 2026. A explanação principal foi conduzida pelo presidente Lauri Inácio Slomski.
O presidente relembrou os princípios institucionais que orientam a atuação da cooperativa: ser uma empresa sólida, inovadora e sustentável, com foco no desenvolvimento das atividades dos cooperados. Segundo ele, a missão da cooperativa é organizar o sistema de produção dos associados, comercializar os produtos e garantir estrutura adequada para receber e processar a produção, o que inclui investimentos constantes em armazéns, indústrias e logística. Atualmente, a Cooperativa A1 conta com 1.781 associados e 2.058 colaboradores.

No balanço apresentado, Slomski destacou que a cooperativa encerrou o último exercício com faturamento de R$ 3,38 bilhões, um crescimento de aproximadamente 14,67% em relação ao ano anterior, quando o volume foi de cerca de R$ 2,95 bilhões.

Entre as áreas de atuação, os resultados ficaram distribuídos da seguinte forma:
- Agropecuária: R$ 779,1 milhões (33% do faturamento)
- Agricultura: R$ 861,9 milhões (25%)
- Indústria: R$ 629,5 milhões (19%)
- Supermercados: R$ 403,6 milhões (12%)
- Cereais: R$ 304 milhões (9%)
- Leite: R$ 210,7 milhões (6%)
- Combustíveis: R$ 90,1 milhões (3%)
- Vinhos: R$ 57 milhões (2,1%)
O presidente destacou que alguns setores tiveram crescimento expressivo, como a agricultura e os cereais, enquanto outros sofreram impacto de mercado, como o leite, cujo preço apresentou sucessivas quedas em 2025.
A cooperativa também apresentou números relacionados à produção recebida e comercializada durante o período. Entre os principais indicadores estão:
- Milho: 2,99 milhões de sacas recebidas
- Soja: 1,21 milhão de sacas
- Trigo: 590 mil sacas
- Suínos: 1,6 milhão de animais
- Aves: 33,28 milhões de cabeças
- Leite: 75,8 milhões de litros
- Rações: 587 mil toneladas produzidas
Apesar de algumas reduções em determinados segmentos, como trigo e leite, outros setores apresentaram crescimento significativo, especialmente na produção de suínos e rações. A cooperativa encerrou o exercício com ativo total de R$ 2,917 bilhões, demonstrando solidez financeira e capacidade de investimento. O patrimônio inclui participações em outras empresas e cooperativas, imóveis, instalações industriais, máquinas, equipamentos e sistemas tecnológicos. Somente em 2025, foram realizados R$ 69 milhões em investimentos com recursos próprios, destinados principalmente a melhorias industriais, ampliação de estruturas e modernização de unidades. Entre as obras destacadas estão melhorias na matriz e em unidades operacionais, além de ampliação de armazéns e estruturas logísticas.
Outro ponto abordado na pré-assembleia foi o resultado financeiro da cooperativa. O exercício registrou resultado líquido de aproximadamente R$ 278 milhões, sendo parte proveniente das atividades diretas da cooperativa e outra parcela de participações em empresas parceiras.
Após a destinação estatutária aos fundos obrigatórios, foi definido que R$ 28,3 milhões serão distribuídos em dinheiro aos associados, além de valores capitalizados nas contas dos cooperados. Somando capitalização, distribuição em dinheiro e juros sobre o capital social, o montante destinado aos cooperados neste ano chega a aproximadamente R$ 68,8 milhões. Nos últimos dez anos, a cooperativa já distribuiu mais de R$ 353 milhões aos associados, entre pagamentos em dinheiro, capitalizações e remuneração do capital.
Durante a apresentação, Slomski também destacou as metas para o próximo exercício. O planejamento prevê:
- Faturamento de R$ 3,597 bilhões em 2026
- Sobra líquida estimada de R$ 124,5 milhões
- Investimentos aproximados de R$ 116 milhões
Entre os projetos previstos estão melhorias em unidades operacionais, ampliação de estruturas de armazenagem e investimentos industriais.
Na sequência, o diretor agropecuário Paulo Costacurta apresentou perspectivas para as principais cadeias produtivas da cooperativa.
Entre os destaques estão:
- Ampliação da suinocultura, com previsão de crescimento da produção até 2028;
- Continuidade da integração na avicultura, com novas oportunidades para produtores;
- Incentivo à produção de leite, com políticas de repasse de preços ao produtor;
- Projetos voltados à produção de grãos, com contratos de garantia de preço mínimo para soja e trigo.
Costacurta também apresentou um novo projeto de reflorestamento, que prevê a implantação de 100 hectares por ano, em parceria com produtores rurais, para garantir fornecimento futuro de madeira para indústrias e estruturas da cooperativa. A etapa seguinte será a assembleia geral, na qual os associados votarão oficialmente o balanço, a destinação das sobras e demais pautas administrativas da cooperativa.

